O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que irá atacar o Irã “com força nesta noite”.
“Em algum momento, em um futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus [do Irã] mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela”, escreveu Trump no Truth.
O anúncio chega após os EUA atacarem estruturas iranianas entre a noite de quarta (10) e as primeiras horas de hoje, levando à retaliação de Teerã contra bases militares americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia, além de anunciar o fechamento total do Estreito de Ormuz e ameaçar alvejar qualquer embarcação que venha a navegar pela hidrovia.
Os ataques, que segundo os militares dos EUA visavam “instalações de vigilância militar, sistemas de comunicação e locais de defesa aérea iranianos em todo o país”, foram desencadeados depois que Trump acusou o governo do país persa de dificultar as negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
“Estávamos muito perto de chegar a um acordo, mas eles continuam nos enganando”, disse o republicano a repórteres ontem.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também acusou o Irã de brincar de “gato e rato” nas negociações.
“Se tivermos que negociar com bombas, negociaremos, e somos muito bons nisso”, ameaçou o chefe do Pentágono.
Os EUA e o Irã já haviam trocado ataques na noite de terça (9) para quarta-feira, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril, após mais de cinco semanas de bombardeios.
Nas primeiras horas de hoje, explosões foram ouvidas na ilha de Qeshm, em Minab, Sirik e no porto de Bandar Abbas, no sul do país, segundo relatos da mídia iraniana.
Em resposta aos recentes ataques de Washington, a Guarda Revolucionária Islâmica (Irgc) afirmou ter lançado drones contra as bases militares Ali al-Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e contra a base aérea Sheikh Isa, no Bahrein. A Irgc também alegou ter lançado 12 mísseis balísticos contra a base aérea de Al-Azrak, na Jordânia, utilizada pelos EUA.
Teerã também alertou que suas forças alvejarão qualquer embarcação que tente atravessar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
“Após as repetidas violações do cessar-fogo pelo inimigo americano, o Estreito de Ormuz será fechado até segunda ordem”, anunciou ainda a Irgc, acrescentando que “qualquer aproximação ao Estreito será considerada colaboração com o inimigo”, conforme noticiado pela televisão estatal iraniana.
No entanto, Washington, que impôs um bloqueio aos portos iranianos, negou qualquer adversidade na importante hidrovia.
“Embarcações comerciais continuam a atravessar o Estreito de Ormuz”, escreveu o Comando Central (Centcom) no X.
De acordo com a CNN, as negociações para o memorando de entendimento entre as partes continua em meio à retomada das ofensivas.
Fonte: ANSA.
