A Páscoa é uma das celebrações mais significativas do calendário cristão. Ela recorda a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, o centro da fé cristã. No entanto, para milhões de cristãos que vivem sob perseguição religiosa, esse período se torna também um momento de alto risco, marcado por ataques, ameaças e violência crescentes.
Durante a Semana Santa, especialmente no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão e no Domingo de Páscoa, extremistas costumam aproveitar a grande concentração de fiéis reunidos nas igrejas para realizar ataques. Em diversos países, igrejas adotam medidas de segurança ou até cancelam cultos para preservar vidas.
O que é a Páscoa?

A Páscoa nasce como um memorial instituído por Deus quando o povo de Israel é liberto da escravidão no Egito (Êxodo 12). Na Nova Aliança, a celebração ganha significado pleno em Jesus Cristo:
- Ele celebra a Páscoa com os discípulos (Mateus 26; Lucas 22).
- É identificado como o Cordeiro Pascal (1Coríntios 5.7).
Assim, para os cristãos, a Páscoa representa libertação, redenção e nova vida.
A celebração não se resume a um único dia, mas um período composto por três momentos centrais da fé.
O Domingo de Ramos marca a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e dá início à Semana Santa, quando igrejas ao redor do mundo recebem mais fiéis para celebrações e vigílias.
A Sexta‑Feira da Paixão relembra a crucificação de Cristo, um dia de reflexão profunda, em que muitas comunidades se reúnem para cultos especiais.
Já o Domingo de Páscoa celebra a ressurreição de Jesus, o ápice da fé cristã, e reúne o maior número de pessoas nas igrejas.
O ataque de Páscoa em massa mais recente (Jos, Nigéria, 2026)

No dia 29 de março de 2026, durante o Domingo de Ramos, homens armados invadiram a comunidade cristã de Angwan Rukuba, na região de Jos, estado de Plateau.
Eles atiraram indiscriminadamente contra moradores reunidos em uma área conhecida da comunidade na Nigéria. O ataque resultou em pelo menos 27 mortos confirmados. Após o atentado, o governo decretou toque de recolher de 48 horas. Saiba mais sobre a violência em Jos que deixou dezenas de mortos no Domingo de Ramos.
Qual foi o ataque de Páscoa mais letal já registrado? (Sri Lanka, 2019)

Em 21 de abril de 2019, o Sri Lanka sofreu o pior ataque de Páscoa já registrado: 259 mortos e 500 feridos. O atentado foi realizado por sete homens-bomba em três igrejas e três hotéis. Entenda o que é o Estado Islâmico.
Linha do tempo: ataques de Páscoa em massa entre 2015 e 2021





Saiba mais sobre os ataquess nas notícias: Indonésia | Sri Lanka | Egito | Paquistão | Quênia
Outros ataques significativos relacionados à Páscoa
Entre 2013 e 2019, diversos países registraram episódios de violência contra cristãos durante o período da Páscoa.
- Um oficial muçulmano avançou com um veículo contra uma passeata cristã, matando 13 pessoas (Nigéria, 2019).
- Agressões a pastores e invasões de igrejas (Índia, 2018).
- Extremistas armados atacaram uma congregação durante o culto (Paquistão, 2018).
- Um cristão foi baleado após o culto de Páscoa e veículos de uma igreja foram incendiados (Nepal, 2017).
- Mais de 40 mísseis atingiram uma área residencial cristã na Síria, matando mais de 20 pessoas – muitas delas crianças (Síria, 2015).
- Uma sequência de ataques atingiu igrejas e ceifou dezenas de vidas durante o período pascal (Paquistão, entre 2013 e 2015).
- Esses episódios revelam que, em muitos lugares, celebrar a Páscoa continua sendo um ato de fé que pode custar a própria vida. Entenda o custo de celebrar a Páscoa hoje.
O legado de fé dos mártires da Igreja Perseguida

Cristãos que vivenciam ataques violentos são marcados pelo resto da vida. Mas, surpreendentemente, essa experiência pode transformar de maneira positiva sua forma de viver. Verl perdeu um terço da família no ataque de 2019 no Sri Lanka, mas continua a falar sobre quão bom Deus ainda é.
“Perder alguém machuca. Mas eles não foram mortos, foram semeados, afinal, o sangue dos mártires é a semente da igreja. Meu filho, irmã e cunhado morreram, mas serão ressuscitados com Jesus naquele dia. Deus é bom. Deus é grande. Meu filho foi meu por 13 anos, mas ele é do Senhor para sempre”.

Girija, uma cristã dedicada, sofreu ferimentos graves e faleceu uma semana após o ataque de 2019 no Sri Lanka. Ela costumava ler a Bíblia todos os dias para a família. Apesar de ter partido, seu testemunho de fé impactou seu marido, Prashant.
Antes da explosão, Prashant prometeu para a esposa que algum dia iria à igreja, mas não houve tempo para cumprir sua palavra:
“Foi o desejo final dela. Quando estou na igreja, dói porque lembro que perdi a oportunidade de adorarmos ao Senhor juntos, como família.”
Agora, Dukashini, filha de Girija e Prashant, realiza a leitura. Hoje, ele não apenas ouve, mas acredita nas Escrituras. Eles frequentam a igreja regularmente, uma resposta às orações de Girija.
Como a Portas Abertas apoia sobreviventes de ataques de Páscoa?

Além da ajuda prática para as famílias atingidas pelos ataques, a Portas Abertas, por meio de seus colaboradores e parceiros locais, acompanhou, visitou, orou e enviou cartões de encorajamento.
Além da ajuda espiritual, famílias cristãs foram apoiadas pela Portas Abertas, como a de Prashant, que precisou criar sozinho quatro filhos com idades entre três e 16 anos e recebeu ajuda para conseguir um tuktuk – um pequeno táxi de três rodas comum na Ásia – para trabalhar. O apoio foi essencial para a sobrevivência deles.
Outras famílias receberam da Portas Abertas caixas de cuidado, contendo:
- materiais de arte;
- geleias;
- biscoitos;
- objetos diversos;
- cartões de encorajamento;
- e uma cópia do livro Permanecendo Firme Através da Tempestade na língua local.
“Nenhum cristão perseguido deve se sentir sozinho. Vamos continuar ao lado deles o quanto precisarem”, declarou Sunil, colaborador no Sri Lanka.
Um com eles: um espírito, uma fé

Ao sabermos o que nossos irmãos enfrentam em todo o mundo, precisamos colocar em prática o que Paulo nos ensina em Efésios 4. Somos um corpo, unidos pela fé. Somos confrontados e encorajados pelos testemunhos dos sobreviventes e familiares das vítimas de ataques ocorridos no mês da Páscoa.
Essas histórias nos motivam a continuar depositando nossa plena confiança em Deus, que é nosso refúgio e auxílio em meio às adversidades. E, da mesma forma que recebemos consolo, aliviar aqueles que estão em tribulações. Mas como fazer isso?
Interceda
- Ore por força e proteção para os cristãos que celebram a Páscoa sob risco.
- Louve a Deus pelos que foram alcançados pela mensagem da cruz onde parecia impossível.
- Peça que o testemunho da ressurreição lembrado na Páscoa fortaleça e renove a fé deles.
- Clame por um encontro com Cristo que transforme os que hoje perseguem.
Contribua
Durante o mês da Páscoa, doe para os projetos de ajuda emergencial da Portas Abertas e ajude aqueles que seguem a Jesus custe o que custar onde a necessidade é mais urgente. Escolha um projeto e saiba mais.
Perguntas frequentes
Por que cristãos são mais atacados durante a Páscoa?
Porque é o período de maior reunião de fiéis — Domingo de Ramos, Sexta‑Feira da Paixão e Domingo de Páscoa — tornando as igrejas alvos mais visíveis para extremistas em países com perseguição religiosa.
Quais países registram mais ataques de Páscoa?
Sri Lanka, Nigéria, Egito, Paquistão, Indonésia e Quênia tiveram ataques significativos no período pascal ao longo dos últimos anos.
Como posso apoiar cristãos perseguidos durante a Páscoa?
Orando, compartilhando suas histórias e contribuindo com projetos de ajuda emergencial da Portas Abertas, que oferecem suporte espiritual, emocional e prático.

