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Irã volta a fechar Hormuz após Israel romper acordo e atacar Líbano

por Últimos Acontecimentos
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O Irã voltou a fechar o Estreito de Hormuz após Israel atacar o Líbano na manhã de hoje. O anúncio foi feito no fim da manhã de hoje pela mídia estatal Fars, em seu canal oficial o Telegram, e pela agência IRNA.

O que aconteceu
Teerã condicionou a passagem das embarcações a parada imediata dos ataques a Beirute. Ontem, os EUA acordaram com o Irã que cessariam os bombardeios se o país garantisse a reabertura da rota marítima, de forma “imediata e segura”. O canal é responsável pelo transporte de 20% do transporte petrolífero mundial.

Na manhã de hoje, dois petroleiros passaram pelo Estreito de Hormuz após acordo de cessar-fogo. Os dois navios, que têm como destino a Índia e o Bahrein, finalizaram a passagem na madrugada (horário de Brasília), algumas horas após liberação do governo iraniano.

A marinha iraniana foi além e ameaçou destruir os navios que forçarem a passagem pelo canal. O trânsito pela rota só é permitido se houver permissão formal de Teerã, informou a Reuters. “Qualquer embarcação que tentar entrar no mar será alvejada e destruída”, relatou uma fonte por mensagem.

EUA e Irã se dizem preparados para manter guerra se acordo não vingar
Do lado de Israel — o maior aliado dos EUA na guerra — a adesão à trégua foi acompanhada de ressalvas. Segundo as autoridades israelenses, os Estados Unidos coordenaram previamente os termos do compromisso com o governo de Benjamin Netanyahu. A expectativa é que, nas próximas negociações, Washington mantenha exigências duras contra o Irã, incluindo o fim do programa nuclear e de mísseis balísticos.

Donald Trump disse que o Líbano não está envolvido no cessar-fogo. Para a o PBS News Hour, o presidente norte-americano relatou que Beirute não foi envolvido no acordo por conta da presença do grupo Hezbollah em seu território. A Casa Branca também afirmou que o documento com 10 pontos para o cessar-fogo divulgado pelo Irã não é o mesmo que Washington recebeu.

Israel faz maior ataque ao Líbano
Israel ignorou cessar-fogo. Horas após o início do acordo, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, lançou a maior ofensiva contra o Líbano desde o início do conflito.

O Ministério de Relações Exteriores israelense disse que “chegou a hora de começar a agir contra o Hezbollah”. Eles justificaram os ataques ao Líbano narrando que o país vizinho não desarmou o grupo paramilitar: “Não o impediram, nem o impedem, de atacar Israel”.

Agora, nós é que devemos fazer isso em vez deles. Ministros do Hezbollah ainda ocupam cargos no governo libanês, e o embaixador iraniano permanece em Beirute, desafiando abertamente suas próprias decisões.

O governo libanês informa que dezenas pessoas morreram no ataque e muitas ficaram feridas. Segundo o Irã, Israel também está envolvido no cessar-fogo, já que é o principal aliado dos Estados Unidos na região.

Moradores afirmam que Israel não emitiu aviso prévio de ataque. Com isso, os civis não conseguiram buscar áreas de proteção, segundo a agência de notícias Reuters.

Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que foram constatadas violações ao cessar-fogo em partes da zona de conflito. O premiê, que costurou o acordo junto aos EUA e Irã, disse no X que “as violações ao cessar-fogo minam o espírito do processo de paz”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas,conversou por telefone hoje com o premiê paquistanês. O tema da discussão foi o rompimento do cessar-fogo por parte do regime israelense.

Líbano se envolveu na guerra por conta do grupo Hezbollah. Aliado de Teerã, a milícia armada atacou Israel dias após o início da ofensiva norte-americana. Hezbollah ocupa parte da região sul libanesa.

Fonte: UOL.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

08 de abril de 2026.

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