Home Arqueologia BíblicaCientistas encontram estruturas que podem ter ligação com a Arca de Noé

Cientistas encontram estruturas que podem ter ligação com a Arca de Noé

por Últimos Acontecimentos
2 Visualizações

Uma formação rochosa localizada no leste da Turquia voltou a chamar atenção de pesquisadores que investigam um dos relatos mais conhecidos da tradição bíblica: a possível existência da Arca de Noé.

Novas análises geofísicas realizadas no local indicaram estruturas subterrâneas que podem reforçar a hipótese de que a área abrigue vestígios da embarcação mencionada no livro de Gênesis.

O que aconteceu
O estudo se concentra na formação conhecida como Durupinar, situada nas proximidades do Monte Ararat. O local é investigado há décadas por apresentar um formato que lembra o casco de um barco e por possuir dimensões semelhantes às descritas na narrativa bíblica.

A estrutura foi identificada pela primeira vez em 1959 pelo capitão turco ?lhan Durup?nar. Desde então, tem sido objeto de diferentes expedições e pesquisas. A formação possui cerca de 157 metros de comprimento, medida considerada próxima à descrição da Arca de Noé presente no capítulo seis do Gênesis.

Nos últimos anos, um grupo de pesquisadores ligado ao projeto Noah’s Ark Scans vem realizando estudos geológicos e análises do solo na região. Em 2025, investigações com radar de penetração no solo já haviam indicado a presença de estruturas subterrâneas lineares e anomalias geológicas que despertaram o interesse da equipe. Agora, novas varreduras ampliaram o debate.

Estruturas subterrâneas chamam atenção
De acordo com Andrew Jones, pesquisador associado ao projeto, análises recentes identificaram estruturas subterrâneas que se assemelhariam a corredores internos. “Esses túneis percorrem o centro da estrutura em formato de barco e também a borda interna, todos levando a uma cavidade central que chamo de átrio”, afirmou Jones em entrevista ao canal GB News.

Segundo o estudioso, os vazios detectados abaixo da superfície seguem um padrão específico e não parecem estar distribuídos de forma aleatória. “O interessante é que esses vazios parecem se alinhar abaixo do solo e não são aleatórios”, disse ele ao veículo britânico.

Tecnologias usadas nas análises
Os dados foram obtidos por meio de radar de penetração no solo, técnica que utiliza ondas de radar para identificar estruturas abaixo da superfície terrestre. Outra ferramenta utilizada foi a termografia infravermelha, método geofísico que permite detectar variações de temperatura e possíveis cavidades subterrâneas.

Esses túneis também seguem um padrão. O GPR é uma forma de olhar abaixo do solo usando radar. Estudos feitos com IRT também estão mostrando um casco em formato de navio ainda preservado profundamente no solo.

Diferenças químicas no solo
Além das varreduras geofísicas, a equipe também realizou análises do solo para tentar identificar indícios químicos que possam sugerir a presença antiga de material orgânico. Em 2024, os pesquisadores coletaram 88 amostras de solo dentro e fora da formação rochosa. Segundo Jones, os resultados apontaram diferenças significativas.

“O solo dentro da formação tinha três vezes mais matéria orgânica do que o encontrado fora, além de 38% mais potássio”, explicou o pesquisador ao GB News. Ele afirma que essas diferenças podem indicar a decomposição de uma antiga estrutura de madeira. “Uma embarcação de madeira como a Arca teria se deteriorado ao longo de milhares de anos, deixando apenas uma assinatura química no solo”, disse.

Outra observação feita pela equipe envolve a vegetação que cresce sobre a área. De acordo com os pesquisadores, durante o outono a grama que nasce dentro do formato da estrutura apresenta coloração mais amarelada do que nas áreas ao redor.

Debate científico continua
Jones também sustenta que fósseis encontrados na região poderiam estar relacionados ao episódio do grande dilúvio descrito na tradição religiosa. Segundo ele, corais e conchas marinhas foram encontrados nas rochas localizadas nas partes altas da montanha. Para o pesquisador, isso poderia indicar que a área já esteve submersa.

Outra possibilidade é que as rochas hoje localizadas em grandes altitudes tenham sido elevadas ao longo de milhões de anos por processos naturais da crosta terrestre. Nesse cenário, movimentos das placas tectônicas teriam levantado antigos fundos oceânicos, o que poderia explicar a presença de fósseis marinhos em regiões montanhosas.

Mesmo com as interpretações divergentes, a equipe afirma que pretende avançar na investigação. “Temos uma equipe projetando um dispositivo robótico controlado remotamente que poderá descer pelos buracos e explorar os túneis”, afirmou Jones ao GB News.

A Arca de Noé é descrita na Bíblia como uma grande embarcação construída por Noé para sobreviver a um dilúvio que teria coberto a Terra. Segundo o relato, a arca teria preservado Noé, sua família e pares de animais de cada espécie. Apesar de mais de dois séculos de expedições em busca de evidências físicas, nenhuma descoberta foi considerada conclusiva pela comunidade científica até hoje.

Fonte: UOL.

29 de abril de 2026.

Postagens Relacionadas

Deixe um comentário