O Chile confirmou ao menos 39 casos de hantavírus e 13 mortes pela doença em 2026, segundo informou o Ministério da Saúde chileno à agência EFE. O número representa uma taxa de letalidade de 33%, acima dos 18% registrados em 2025.
Os casos foram identificados em nove das 16 regiões do país, principalmente no centro e sul chileno, incluindo a Região Metropolitana de Santiago, além de O’Higgins, Maule, Ñuble, Biobío, Araucanía, Los Ríos, Los Lagos e Aysén.
No ano passado, o país havia registrado 44 casos e oito mortes pela doença. Entre 2020 e 2024, o Chile contabilizou entre 30 e 70 infecções anuais, com taxa média de letalidade de 26%.
Segundo o Ministério da Saúde, o aumento da mortalidade neste ano pode estar ligado às condições dos pacientes e ao atraso no diagnóstico.
“A maior letalidade pode ser relacionada com fatores próprios dos pacientes e a oportunidade no diagnóstico”, informou a pasta.
O hantavírus responsável por três mortes em um cruzeiro no Oceano Atlântico foi identificado como pertencente à cepa Andes, a única com transmissão entre humanos já documentada, segundo confirmação de um laboratório que colabora com a Organização Mundial da Saúde.
A identificação foi feita a partir de uma amostra coletada via PCR de um passageiro do navio MV Hondius, de acordo com o Centro de Doenças Virais Emergentes dos Hospitais Universitários de Genebra (HUG).
A informação foi repassada às autoridades de saúde da Suíça e à Organização Mundial da Saúde.
O cruzeiro partiu da Argentina e registrou os primeiros casos no início de abril. Um passageiro holandês apresentou sintomas e morreu no dia 11.
Sua esposa, que também desenvolveu sintomas, desembarcou na ilha de Santa Helena e seguiu para Joanesburgo, onde morreu no dia seguinte.
Uma terceira vítima, uma cidadã alemã, morreu em 2 de maio após apresentar sinais de pneumonia.
Fonte: Exame.
