O processo de construção da Igreja Pentecostal Indonésia (GPI) na vila de Tanjung Senang, Bandar Lampung, Indonésia, chegou novamente a um impasse.
O conflito, que se arrasta desde 2004, tornou-se ainda mais complicado após a divulgação de uma carta de rejeição assinada por moradores, supostamente envolvendo autoridades.
A carta, supostamente assinada por 91 moradores em 3 de novembro de 2025, só foi entregue pela prefeitura ao comitê de construção da igreja em 27 de março. Esse atraso gerou questionamentos por parte do comitê. Em meio à controvérsia, circularam informações sobre um funcionário, identificado como “AA”, supostamente envolvido na coleta das assinaturas. Essa alegação aumenta a sensibilidade de um caso que há tempos alimenta tensões na comunidade.
Os planos para a construção da igreja começaram em 2004 e receberam o apoio de 44 moradores e líderes comunitários locais. A construção teve início em junho de 2004 com uma cerimônia de lançamento da pedra fundamental, que contou com a presença de líderes comunitários e representantes de diversas religiões.
No entanto, em novembro de 2004, o prédio da igreja em construção foi vandalizado e incendiado. Apesar do ocorrido ter sido comunicado às autoridades, nenhum suspeito foi identificado.
Após a publicação de uma regulamentação ministerial conjunta em 2006 sobre a construção de locais de culto, o comitê voltou a processar pedidos de autorização e alegou ter obtido o apoio de 66 moradores. No entanto, o processo foi prejudicado porque a unidade de bairro e o chefe da aldeia se recusaram a assinar os documentos de apoio.
A rejeição se repetiu em 2014, com moradores protestando e fechando o acesso ao local da igreja.
A mediação facilitada pelo governo subdistrital da época resultou em um acordo temporário, segundo o qual a congregação transferiu seus cultos para outro local.
Em 2025, o comitê propôs novamente a construção da igreja, alegando que ela atendia aos requisitos para obter apoio da comunidade. No entanto, a carta de rejeição, entregue em março de 2026, gerou ainda mais controvérsia.
Atualmente, as autoridades locais e o governo estão, segundo informações, verificando os dados de apoio da comunidade. Caso se constate que os requisitos atendem às normas aplicáveis, não há fundamento legal para rejeitar a construção do local de culto.
Este caso atraiu a atenção do público e espera-se que uma solução justa seja encontrada em breve e que mantenha a harmonia inter-religiosa na região.
