O fenômeno meteorológico, conhecido como “cúpula ou domo de calor”, ocorre quando uma massa de ar quente do norte da África fica presa sob um sistema de alta pressão sobre a Europa Ocidental.
“É um pouco preocupante porque não é normal para esta época do ano, mas infelizmente acho que isso vai se tornar a norma na França”, disse Chloe Voisin, uma estudante de 22 anos, à agência de notícias AFP na cidade de Bordeaux, no sudoeste do país.
Segunda-feira foi o dia mais quente de maio já registrado tanto no Reino Unido quanto na França, e a agência meteorológica francesa Météo-France prevê que esta terça-feira será ainda mais quente.
As autoridades francesas relataram pelo menos sete mortes relacionadas à onda de calor, cinco delas por afogamento, já que muitas pessoas foram às praias para se refrescar, embora os salva-vidas só voltem a trabalhar em julho em muitas áreas.
“Houve sete mortes direta ou indiretamente relacionadas ao calor”, disse a porta-voz do governo, Maud Bregeon, à emissora TF1 nesta terça-feira.
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas causadas pelo ser humano intensificam os fenômenos climáticos extremos e que as ondas de calor, secas e enchentes estão cada vez mais intensas e frequentes.
O Serviço Meteorológico do Reino Unido (Met Office) informou que as temperaturas atingiram um pico de 34,8°C nos Jardins de Kew, a sudoeste de Londres, na segunda-feira, dois graus acima do recorde anterior.
Fonte: UOL.
