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EUA preveem que El Niño será um dos mais fortes da história neste ano

por Últimos Acontecimentos
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O fenômeno climático El Niño, caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico, pode alcançar em 2026 intensidade suficiente para figurar entre os episódios mais expressivos já registrados. O alerta foi divulgado nesta sexta-feira pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Em sua atualização mais recente, o Centro de Previsão Climática da NOAA, sediado em Miami, elevou para 81% a chance de que o El Niño seja “muito forte” entre outubro e dezembro. Caso a projeção se confirme, o episódio estará entre os mais intensos desde o início da série histórica, em 1950.

A agência também informou que existe 97% de probabilidade de o fenômeno permanecer ativo até a primavera de 2027, no hemisfério norte.

Segundo a NOAA, o El Niño “continua e seguirá se fortalecendo” desde a emissão do aviso sobre sua formação, em 11 de junho. Na ocasião, o órgão estimava em 63% a probabilidade de que a temperatura da superfície do mar ultrapassasse em 2 graus Celsius a média na região do Pacífico afetada pelo fenômeno.

O relatório mais recente “prevê que El Niño se intensificará ao longo de 2026” porque, além das projeções dos modelos climáticos, “um forte acoplamento da circulação atmosférica e oceânica no Pacífico contribui para uma confiança muito alta de que El Niño continuará até o início de 2027”.

A NOAA considera que há formação de El Niño quando as temperaturas do Pacífico equatorial permanecem 0,5 grau Celsius acima da média durante “vários meses consecutivos”

O fenômeno é marcado pelo aquecimento das águas do Pacífico e pelo fortalecimento dos ventos de oeste, condição que aumenta o cisalhamento vertical do vento.

Nos países localizados na área de influência do El Niño, como os Estados Unidos, o padrão costuma favorecer um inverno mais quente e condições mais secas. A NOAA ressalta, no entanto, que o fenômeno também pode provocar “chuvas e possíveis inundações” na região sul do país.

Os efeitos do El Niño ainda elevam a possibilidade de formação de ciclones tropicais no Oceano Pacífico, enquanto reduzem a probabilidade de ocorrência de furacões no Atlântico.

Como consequência desse cenário, a Universidade Estadual do Colorado revisou nesta sexta-feira sua previsão para a temporada de furacões. A instituição passou a estimar apenas nove tempestades nomeadas, abaixo da média histórica e inferior à projeção anterior, que indicava 13 sistemas.

Fonte: Exame.

“…e grandes sinais do céu.” Lucas 21:11

10 de julho de 2026.

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