*Nomes alterados por segurança.
A Revista Portas Abertas de março compartilhou a história de Ariana, uma cristã afegã forçada a fugir de seu país por causa da perseguição. Recentemente, parceiros locais compartilharam que, após anos vivendo sob ameaças do Talibã e incertezas por causa de sua fé em Jesus, Ariana e sua família conseguiram se mudar para um país seguro.
A mudança encerra um período marcado pelo medo, mas também representa uma despedida das mulheres refugiadas afegãs a quem ela serviu durante anos.
Por que Ariana precisou deixar o país onde vivia?
Mesmo após fugir do Afeganistão, Ariana e sua família continuavam enfrentando ameaças do Talibã. Seu irmão descobriu sua conversão ao cristianismo e passou a ameaçá-los. Além disso, a família convivia com a constante possibilidade de deportação para o Afeganistão.
O retorno ao país poderia significar graves consequências para a família. Ariana também temia pelo futuro das filhas, que poderiam ser submetidas a casamentos forçados. Relembre a história no vídeo a seguir.
A pressão de viver sob ameaça constante afeta profundamente muitos cristãos refugiados. Por isso, quando surgiu a oportunidade de recomeçar em um local seguro, Ariana e seus familiares decidiram aceitá-la.
O que acontece com o trabalho entre mulheres refugiadas afegãs?
Embora sua partida represente uma grande mudança, o trabalho não foi interrompido. Ao longo dos anos, Ariana investiu na formação e no discipulado de outras mulheres que vieram a conhecer Jesus. Agora, elas continuam servindo refugiadas afegãs em situação de vulnerabilidade.
Segundo parceiros locais da Portas Abertas, uma das maiores dificuldades enfrentadas por refugiados é a perda da identidade. Ao deixar sua terra natal, muitos passam a viver como estrangeiros em países onde não se sentem plenamente pertencentes.
“Ao fugir do seu país de origem, você deixa para trás sua identidade e parte de sua história. Porém, no país em que se torna refugiado, você continua sendo visto como estrangeiro. Diante dessa realidade, surge uma pergunta inevitável: ‘Quem sou eu?’.”
Representante da Portas Abertas
Por isso, o apoio oferecido à comunidade afegã vai além da assistência material. As iniciativas incluem amizade, acompanhamento espiritual, discipulado e capacitação profissional para geração de renda.
Como as refugiadas afegãs estão sendo apoiadas?
As mulheres refugiadas continuam recebendo suporte por meio dos projetos parceiros da Portas Abertas. Em encontros regulares, elas recebem encorajamento, apoio prático e oportunidades para desenvolver habilidades profissionais.
Yaldo* cresceu em uma família afegã tradicional, em que as mulheres eram preparadas apenas para o casamento e os cuidados do lar. Após a morte de seu marido, ela precisou fugir do Afeganistão com os cinco filhos.

Hoje, uma de suas maiores necessidades é saber que não está sozinha, há pessoas próximas dispostas a ajudá-las. Por meio do relacionamento com cristãs locais, ela recebe apoio emocional, espiritual e prático para enfrentar os desafios da rotina.
Farzona*, outra cristã afegã, recebeu uma máquina de costura e os materiais necessários para iniciar um pequeno negócio. Pela primeira vez, ela passou a ter condições de gerar sua própria renda e não dependeu do marido para decidir o que fazer com o dinheiro que recebeu. A partir desse apoio, relacionamentos de confiança foram construídos, abrindo espaço para amizades profundas e para o testemunho do amor de Cristo.
Qual é o impacto do ministério de mulheres como Ariana?
Mulheres como Ariana desempenham um papel fundamental entre refugiadas afegãs que enfrentam perdas, pobreza e traumas profundos. Muitas vivem isoladas em casa, sem acesso a redes de apoio ou oportunidades de desenvolvimento.
Recentemente, uma mãe afegã acompanhada pelos parceiros locais enfrentava uma situação extrema. Depois de perder sua filha mais velha, de 18 anos, e cuidar de um filho com deficiência, ela chegou ao limite do desespero por não ter alimento suficiente para sustentar a família.
Ao longo do acompanhamento, ela recebeu apoio, oração e cuidado da comunidade cristã. Com o tempo, ela e seus familiares decidiram seguir a Jesus e passaram a integrar a igreja afegã formada por refugiados.
Histórias como essa mostram que o discipulado e o cuidado contínuo transformam vidas mesmo em contextos de extrema vulnerabilidade. Elas são um lembrete de que Deus continua fortalecendo sua igreja, levantando líderes e levando esperança mesmo aos lugares marcados por insegurança, deslocamento e perseguição.
Como orar pelas mulheres cristãs afegãs?
- Peça a Deus que conceda maturidade espiritual para mulheres responsáveis por ministérios em igrejas domésticas com cristãs afegãs.
- Ore por sabedoria aos parceiros da Portas Abertas no cuidado das mulheres que vivem em situação de vulnerabilidade.
- Interceda por recursos para que refugiadas afegãs possam iniciar pequenos negócios e sustentar suas famílias com dignidade.
- Ore para que familiares e perseguidores que se opõem ao evangelho conheçam o amor e a graça de Jesus Cristo.

