Quando participou pela primeira vez de um encontro de jovens cristãos, Khadicha, de 15 anos, não imaginava que aquela experiência transformaria sua vida.
Encantada pelo acolhimento recebido no grupo de jovens, pelas conversas sinceras e pelos ensinamentos bíblicos, ela passou a frequentar os encontros regularmente. Com o tempo, a jovem, que nasceu em uma família muçulmana na Ásia Central, decidiu entregar sua vida a Cristo e quis compartilhar sua nova fé com as amigas.
Khadicha convidou algumas colegas para sua casa e apresentou atividades e jogos cristãos sobre temas como bondade, misericórdia e amizade. O encontro aconteceu em um ambiente descontraído e parecia fortalecer os laços entre elas. No entanto, a reação foi diferente do que ela esperava.
Rejeitada por causa da fé
No dia seguinte, Khadicha passou a enfrentar zombarias e comentários ofensivos. Algumas das colegas que participaram do encontro começaram a ridicularizá-la por sua fé cristã. A situação se agravou em agosto de 2026, quando a pressão também chegou à escola.
Segundo parceiros locais da Portas Abertas, até mesmo alguns professores questionaram sua decisão de seguir a Jesus e insistiram que ela deveria voltar à religião de sua família.
A perseguição afetou profundamente a adolescente. Com medo das humilhações, ela deixou de frequentar as aulas e permaneceu em casa por vários meses.
A rua se tornou um lugar de insegurança, e a escola, uma fonte constante de sofrimento. Seu pai também não aceitava a conversão ao cristianismo.
Ainda assim, Khadicha não queria abandonar a fé recém-descoberta. Ela contou com o apoio da mãe, que respeita sua decisão de seguir a Cristo, e de membros do grupo de jovens da igreja, que passaram a visitá-la regularmente para que ela não se sentisse sozinha.
Fortalecida pelo amor de Cristo

Em uma visita recente, parceiros locais encontraram uma Khadicha muito diferente daquela que estava dominada pelo medo.
O retorno às aulas no início de setembro ainda causava preocupação, mas a jovem foi encorajada pelas orações da igreja local e a disposição de apoio prático caso precisasse conversar com os professores ou diretores da escola.
Ela também se lembrou de um versículo compartilhado na célula de jovens da qual participa:
“No amor não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo.”
A passagem teve um impacto profundo em sua vida. Em vez de alimentar ressentimento, Khadicha decidiu orar pela colega que iniciou os ataques contra ela e se reconciliou com ela.
Atualmente, a jovem voltou a frequentar a escola. Embora ainda enfrente momentos de tensão e algumas situações de rejeição, ela aprendeu a lidar melhor com as dificuldades. Segundo sua mãe, a mudança aconteceu porque Khadicha experimentou o cuidado de Cristo durante todo o processo.
A oração da igreja global trouxe encorajamento
Outro fator que fortaleceu a adolescente foi descobrir que cristãos de diferentes partes do mundo estavam orando por ela.
“Fiquei muito surpresa ao ouvir que pessoas de outros países estavam orando por mim. Como eles sabiam quem eu sou?
Quero agradecer profundamente pelo apoio em oração. Isso me deu coragem para enfrentar tudo com amor e menos tensão.”
Khadicha
Ela também destacou como essa experiência fortaleceu seu relacionamento com Deus, com a mãe e com a comunidade cristã local.
“Vejo que Deus realmente me ajudou e me deu amor por quem me persegue. Agora me sinto melhor e mais forte.
Amo minha mãe e a Deus mais do que nunca, e meu grupo de jovens significa tudo para mim.”
Khadicha
A história de Khadicha mostra como a comunhão entre a Igreja Perseguida e a igreja global pode encorajar cristãos que enfrentam oposição por causa da fé.
Envie uma mensagem de encorajamento para cristãos da Ásia Central
Assim como Khadicha recebeu força ao saber que milhares de cristãos estavam orando por ela, outros seguidores de Jesus na Ásia Central também precisam ser lembrados de que não estão sozinhos.

Participe da campanha de cartões da Portas Abertas e envie uma mensagem de esperança para Samman, Sasha e Zhenya.
