Em junho de 2025, milhares de pessoas em Yelwata, uma vila cristã no estado de Benue, Nigéria, passaram por uma tragédia inimaginável: militantes fulani atacaram, matando centenas e forçando outras milhares de pessoas a fugir. A violência foi brutal, rápida e devastadora.
Muitos cristãos deslocados encontraram abrigo em um mercado na cidade de Makurdi. Inicialmente construído para impulsionar a economia local, o espaço acabou se tornando, por necessidade, um abrigo improvisado para pessoas expulsas de suas casas pela violência.
O apoio emergencial é crucial

As condições no local eram difíceis. Os espaços para dormir eram apertados, e o acesso à alimentação nem sempre era garantido. Diante dessa realidade, os cristãos pediram ajuda e clamaram para que o mundo prestasse atenção ao que estavam enfrentando.
E essa foi uma oração que você ajudou a responder.
Graças às doações e orações recebidas, parceiros da Portas Abertas forneceram ajuda emergencial imediata a cristãos deslocados, incluindo aqueles que haviam perdido familiares nos ataques.
Mary, uma mãe que vive no abrigo conta:
“Depois que fugimos de nossas casas para este lugar, não conseguíamos nos alimentar adequadamente. Muito obrigada por esses alimentos que vocês me deram. Eles vão sustentar minha família por um bom tempo”.
Por meio de nossos parceiros locais, também oferecemos apoio psicológico e aconselhamento pós-trauma para cristãos de Yelwata, ajudando-os a lidar com as feridas deixadas por perdas tão profundas.
“Eu carregava muita amargura e sentia tanta raiva dentro de mim que acabava machucando outras pessoas sem perceber. Sempre pensei que Deus tinha sido injusto comigo. Mas, depois de participar do aconselhamento pós-trauma, toda a amargura, a raiva e os pensamentos angustiantes desapareceram. Finalmente encontrei paz.”
Mary
É possível retornar para casa após o ataque?
Mesmo após todo esse tempo, os cristãos deslocados que vivem no abrigo continuam enfrentando uma decisão difícil.
A vida no acampamento é desafiadora, mas relativamente segura. Por outro lado, o Exército nigeriano afirmou estar preparado para proteger os moradores caso decidam retornar à vila, embora a região ainda conte com a presença de militantes fulanis.
Ajia, outra cristã deslocada de Yelwata, tomou a decisão de voltar para casa com sua família. Ela conhece de perto a tensão que ainda existe na região.
“Não vivemos em paz aqui, porque os militantes fulanis continuam por perto. Não podemos caminhar até nossas plantações, porque eles podem nos atacar pelo caminho. Também não conseguimos buscar água no rio, porque temos muito medo dos militantes fulanis.”
Por isso, seu apoio também permite que os parceiros da Portas Abertas continuem levando ajuda alimentar a pessoas como Ajia, que perderam o acesso às suas terras.
Grande parte dos moradores de Yelwata vive da agricultura de subsistência. Isso significa que, quando não conseguem plantar ou colher em suas lavouras, simplesmente não têm como garantir alimento para suas famílias. Ajia compartilha:
“Obrigado, irmãos e irmãs. Desde o momento em que fugimos de Yelwata para o abrigo até o nosso retorno, conseguir comida foi uma luta constante. Mas agora a generosidade de vocês chegou até nós. Mesmo aqui, recebemos a ajuda alimentar que enviaram”.
A realidade vivida por Ajia e Mary reflete a situação enfrentada por milhares de cristãos na Nigéria e por milhões de seguidores de Jesus em toda a África Subsaariana. A violência tem expulsado famílias de suas casas, deixado incontáveis vítimas fatais e abalado a estabilidade da igreja.
Graças ao apoio recebido, cristãos atingidos por ataques continuam vendo o cuidado de Deus em suas vidas. Mary afirma:
“Vejo verdadeiramente a mão de Deus sobre a minha família. Sem ele, não teríamos sobrevivido. Deus continua provendo tudo de que precisamos e nos protegendo dia após dia”.
Vilas podem ser atacadas novamente
Josiah, um pastor do Norte da Nigéria, de quem compartilhamos o testemunho, fala sobre como deve estar preparado para enfrentar novos ataques:
“Deus ainda tem propósitos para a minha vida e, se eu conseguir superar esta dificuldade, sei que ele me conduzirá para onde deseja que eu esteja. Mas precisamos continuar preparados, porque novos ataques podem acontecer. Mesmo que eles venham e me levem hoje, eu já decidi em meu coração: irei com eles ou enfrentarei o pior. Estou firme nessa decisão”.
Infelizmente, a fala do pastor Josiah não reflete uma visão pessimista, mas a realidade vivida por ele e por milhares de outros cristãos no Norte da Nigéria e em diversas regiões da África Subsaariana.
A violência direcionada contra cristãos tem abalado os alicerces de comunidades inteiras e ameaçado o futuro da igreja nessas regiões. Em 2025, 4.491 cristãos foram mortos por causa da fé na África Subsaariana.
Essa realidade reforça a necessidade de apoio, oração e ações práticas em favor dos irmãos e irmãs que continuam enfrentando perseguição, deslocamento forçado e ameaças constantes por seguirem a Jesus.
Seu apoio ajuda a interromper o ciclo da violência e a promover a cura. Mais do que atender às necessidades físicas, suas doações e orações fortalecem cristãos perseguidos em toda a África Subsaariana, ajudando-os a permanecer firmes na fé e resilientes diante das adversidades.

