A cristã de origem muçulmana Mahshar Parandin, presa no Irã, recebeu autorização para deixar temporariamente a prisão de Evin, em Teerã, para realizar tratamento médico.
Mahshar é uma artista na faixa dos cinquenta anos que cumpre uma pena de dois anos determinada por um Tribunal Revolucionário do Irã. Além de ser responsável pelo sustento da família, ela é mãe de uma criança em idade escolar.
Nos últimos meses, organizações de direitos humanos e defensores da liberdade religiosa, como Article 18 e HRNA, denunciaram a deterioração da saúde da cristã e a recusa das autoridades em conceder atendimento especializado.
Tratamento urgente para problema cardíaco e câncer
Segundo relatos, Mahshar convive com um problema cardíaco e com tumores próximos à garganta e ao cérebro. As complicações afetaram seu equilíbrio, seus movimentos e sua fala. Também há informações de que ela enfrenta uma forma de câncer no sistema linfático.
Médicos teriam alertado para a necessidade de tratamento imediato. Apesar disso, pedidos de atendimento especializado e de licença médica foram negados repetidamente. Um dos tumores chegou a ameaçar a visão de um de seus olhos.
Licença médica é motivo de gratidão, mas preocupação continua
Mahshar recebeu uma licença médica de dez dias, concedida mediante apresentação de garantia financeira. A medida permitiu que ela deixasse a prisão para iniciar os tratamentos necessários.
Embora a autorização represente um avanço importante, familiares e apoiadores avaliam que o período é insuficiente para concluir os cuidados médicos recomendados.
Além disso, a cristã segue apta para receber liberdade condicional, mas o pedido ainda não foi aprovado. Permanece a preocupação de que ela seja obrigada a retornar à prisão antes do fim do tratamento.
Casos semelhantes já foram registrados envolvendo outros cristãos presos no país, que também enfrentaram dificuldades para obter atendimento médico adequado.
