Embora essa visão não seja unânime e as principais autoridades israelenses entendam a necessidade de acatar a cúpula política de Israel e o governo Trump em certas questões, ela é quase unânime, e as autoridades estão expressando suas opiniões em fóruns privados.
Essas questões foram deixadas de fora do acordo.
Além disso, muitos funcionários do Mossad e até mesmo alguns oficiais das Forças de Defesa de Israel acreditavam que era importante manter o Irã sob sanções até que o regime islâmico mudasse seu discurso de forma mais ampla e parasse de ameaçar Israel, ou mesmo até que fosse deposto.
Autoridades apostam na pressão das sanções
Alguns funcionários do Mossad, embora em menor número entre as Forças de Defesa de Israel (IDF), chegaram a acreditar que era provável que o regime islâmico caísse dentro de um ano se a pressão das sanções financeiras se mantivesse, visto que o país perdeu mais de 300 bilhões de dólares com os bombardeios e vem perdendo enormes somas adicionais diariamente desde que os EUA impuseram um contra-bloqueio ao Irã em Ormuz, segundo apurou o Post.
Tendo em vista os bilhões de dólares que se espera que fluam para o regime assim que o novo acordo for assinado, muitos nas Forças de Defesa de Israel e no Mossad temem agora que qualquer perspectiva de mudança de regime possa ser adiada por muito mais de um ano, perdendo-se uma oportunidade única de tornar Israel e o mundo mais seguros para as próximas gerações.
