Um cristão iraniano identificado como Masoud Taheri, de 48 anos, enfrenta um cenário de incerteza após ter seu passaporte revogado pelas autoridades do Irã. O caso desperta preocupações sobre segurança e liberdade religiosa para cristãos de origem muçulmana, ou seja, que deixaram o islamismo para seguir a Jesus.
Masoud vive na Armênia há sete anos, onde possui residência legal, depois de deixar o Irã por causa de perseguição religiosa. Ao tentar viajar com visto Schengen, ele foi impedido de embarcar no aeroporto de Yerevan, capital armênia.
Oficiais informaram que o documento havia sido cancelado por ordem do Ministério das Relações Exteriores do Irã e que seria confiscado. Desde então, ele permanece sem possibilidade de deixar o país e sob risco de detenção ou deportação.
Histórico de perseguição no Irã
Segundo relatos, Masoud já havia sido detido em 2019 pelo Ministério da Inteligência do Irã. Durante o período de prisão, ele ficou em confinamento solitário durante o feriado de Nowruz. Ex-detentos e organizações de direitos humanos denunciam que cristãos de origem muçulmana enfrentam interrogatórios prolongados, pressão psicológica e isolamento.
O Irã faz parte do topo da Lista Mundial da Perseguição 2026, pesquisa anual da Portas Abertas que analisa os 50 países com os contextos mais difíceis para cristãos em todo o mundo. Cristãos de origem muçulmana são particularmente vulneráveis, podendo sofrer perseguição tanto das autoridades quanto da sociedade.
Esposa e filhos de Masoud em risco
Sem passaporte, Masoud enfrenta um limbo jurídico. Sua condição limita a mobilidade e aumenta o temor de ser enviado de volta ao Irã, onde pode enfrentar consequências mais graves por sua fé.
Ele é casado e pai de dois filhos. A família também vive sob tensão diante da possibilidade de separação ou novas medidas contra ele.
Organizações internacionais de direitos humanos acompanham casos semelhantes e destacam a importância da proteção legal para pessoas que enfrentam perseguição por motivos religiosos.
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