O ministro das Relações Exteriores de Cuba disse na terça-feira (30) que as conversas iniciadas no início deste ano com o antigo adversário Estados Unidos estão paralisadas, deixando pouca esperança de um fim das sanções dos EUA que têm sufocado a economia em crise da ilha.
O principal diplomata Bruno Rodríguez disse a jornalistas que as sanções dos EUA estão “causando mortes” em Cuba, enquanto a economia da ilha entra em colapso e a grave escassez de alimentos, combustível, medicamentos e eletricidade torna a vida quase insuportável para cerca de 9 milhões de habitantes.
“As conversas entre Cuba e os EUA não mostram progresso”, disse Rodríguez em uma coletiva de imprensa em Havana. “A conduta das delegações do governo dos EUA — geralmente respeitosa — tem sido acompanhada de ameaças constantes contra Cuba, aplicação de medidas coercitivas e declarações ofensivas sobre a independência do nosso país.”
“Apesar disso, Cuba permanece aberta ao diálogo e à resolução pacífica das diferenças, com base no respeito mútuo e na não interferência nos assuntos internos de Cuba.”
O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a declaração do ministro.
Os EUA afirmam que o governo de Cuba representa uma ameaça à segurança nacional e dizem que as sanções são necessárias para forçar uma mudança no governo da ilha, um objetivo de longa data da política americana em relação a Cuba.
Cuba, localizada a 90 milhas da costa da Flórida, há muito tempo afirma não ser uma ameaça aos Estados Unidos.
Especialistas das Nações Unidas já classificaram o bloqueio de combustível dos EUA, implementado em janeiro, como ilegal e uma violação dos direitos humanos de todos os cubanos.
Fonte: CNN.
