As Forças Armadas dos Estados Unidos comunicaram neste sábado, 27, que atingiram múltiplos alvos no Irã em resposta a um novo ataque iraniano contra um navio americano nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em publicação na rede social X, o Exército afirmou que o Irã “teve a chance de respeitar o acordo de cessar-fogo”, mas “optou por não fazê-lo”.
Na sexta-feira, 26, os EUA já haviam feito o primeiro ataque contra o Irã desde a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países. O acordo, assinado em 17 de junho, previa o “encerramento imediato e permanente das operações militares” e declarava que os países se comprometiam a “abster-se da ameaça ou do uso da força” um contra o outro.
Neste sábado, nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, comentou a nova ofensiva e informou que aeronaves dos Estados Unidos atacaram locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras, por violarem o acordo de cessar-fogo.
Na publicação, o presidente ainda ameaçou a própria existência do país persa.
“Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, escreveu o presidente no TruthSocial.
Mais cedo, o Irã acusou os Estados Unidos de não cumprirem o acordo provisório, em particular por não terem mantido o cessar-fogo prometido no Líbano, país que Israel — aliado dos EUA — invadiu em março em busca do grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Como tem sido comum ao longo da guerra, a escalada ocorreu no fim de semana, enquanto os mercados estão fechados, dando às partes dois dias para assumir posições rígidas e trocar tiros sem causar qualquer impacto imediato no preço do petróleo. (*Com informações da Reuters, Estadão e agências internacionais)
Fonte: Reuters.
