Tudo indica que o acordo de Trump com o Irã irá ignorar, em grande parte ou completamente, a questão dos mísseis balísticos.
A Frente Interna das Forças de Defesa de Israel afirmou que inicialmente se preparou para um período de 30 a 60 dias de guerra, mas que os EUA, e não Israel, não controlaram quando essa guerra começaria, quando se intensificaria, quando faria uma pausa e quando seria considerada totalmente encerrada.
Israel teme que o Irã adapte seu armamento após a guerra de 2026.
Isso gerou incertezas e desafios significativos para o planejamento de crises e para a frente interna.
Nesse sentido, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que até mesmo a política dos EUA tem oscilado drasticamente, com o presidente americano Donald Trump, em determinado momento, estabelecendo um limite de quatro semanas para a guerra e, posteriormente, estendendo-o para seis semanas, sem sequer abordar as inúmeras ameaças iminentes de retorno à guerra desde o cessar-fogo de 7 de abril.
Apesar desses problemas, a Frente Interna das Forças de Defesa de Israel afirmou que os danos causados a Israel durante a guerra de 2026 foram menores do que os sofridos durante a guerra de junho de 2025.
Parte disso se deve à melhoria das defesas israelenses, mas parte se deve a fatores mais amplos não especificamente ligados a Israel, como o fato de os EUA terem se envolvido muito mais na guerra de 2026 e o Irã ter decidido lançar mais mísseis contra os Emirados Árabes Unidos e outros 11 países árabes e muçulmanos do que contra Israel.
Em outras palavras, o ataque militar americano simultâneo ao ataque israelense ao Irã reduziu a quantidade de mísseis que a República Islâmica podia disparar e, mesmo quando disparava, lançava mais de 60% (e, segundo alguns, muito mais) de seus mísseis contra países que não Israel.
