Segundo uma fonte israelense, Israel está coordenando ações com os Estados Unidos, visto que o aumento das tensões no Estreito de Ormuz colocou em risco o cessar-fogo com o Irã.
A coordenação inclui a preparação para uma possível nova rodada de ataques contra o Irã, disse a fonte, que teria como alvo a infraestrutura energética e o assassinato de altos funcionários iranianos.
A maioria desses planos já estava praticamente pronta para ser executada na véspera do cessar-fogo, no início de abril.
“A intenção seria realizar uma campanha curta com o objetivo de pressionar o Irã a fazer novas concessões nas negociações”, disse a fonte à CNN. Mas qualquer decisão de retomar as hostilidades cabe, em última instância, ao presidente dos EUA, Donald Trump, enfatizou a fonte.
Trump está cada vez mais frustrado com o impasse nas negociações e com a incapacidade de abrir o Estreito de Ormuz, mas também sinalizou que não deseja retomar um conflito em grande escala com o Irã.
Desde o início, Israel tem se mostrado cético quanto às perspectivas de negociações entre o Irã e os Estados Unidos, disse um funcionário israelense à CNN, mas o reinício dos disparos de mísseis iranianos em direção ao Golfo na segunda-feira (4) acelerou os preparativos para uma possível escalada das hostilidades.
Na última semana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou consultas em fóruns de segurança restritos e rigorosamente controlados, segundo uma fonte israelense familiarizada com o assunto.
Netanyahu também instruiu ministros do governo a não comentarem publicamente sobre o Irã.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países , em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter , assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se . O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.600 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: . Especialistas apontam que ele e representa .
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, . Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
Fonte: CNN.
