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Netanyahu afirma ter salvado Israel da destruição, pois o Irã “já possuía” a bomba atômica

por Últimos Acontecimentos
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Em entrevista concedida na noite de terça-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou ter salvado Israel de uma bomba nuclear iraniana que o país “já havia obtido”, uma alegação que seus rivais eleitorais rejeitaram como uma mentira contada para assustar o público israelense.

A declaração, feita por Netanyahu durante sua aparição no canal de direita 14, foi a primeira vez que o premiê afirmou que o Irã já havia obtido uma arma nuclear. Ele há muito tempo se vangloria de promover políticas que impedem o Irã de obter uma arma nuclear.

Ele não deu mais detalhes sobre sua alegação na entrevista e não foi pressionado a explicá-la.

Aparentemente, Netanyahu ou se deixou levar ao destacar a ameaça do Irã e suas medidas contra o regime, ou simplesmente se expressou mal, visto que uma fonte familiarizada com o assunto disse ao Haaretz que a afirmação de Netanyahu é uma “mentira completa”.

Nenhuma avaliação anterior da inteligência americana ou israelense acusou o Irã de já estar construindo armas nucleares.

Em vez disso, o Irã tem sido acusado de enriquecer urânio a níveis sem uso pacífico e de buscar a tecnologia que lhe permitiria romper o isolamento e desenvolver uma bomba em um curto período de tempo.

Em declarações feitas na quarta-feira, o líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, e o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, ambos denunciaram a alegação como absurda.

Na Conferência de Herzliya, Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel e membro do gabinete de guerra, insistiu: “O Irã nunca obteve armas nucleares. Estou bem ciente de todas as informações de inteligência.”

“Netanyahu está inventando uma realidade, criando ameaças, e essa é a maneira que ele encontrou para assustar o público israelense”, disse ele.

Além disso, falando na conferência, o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett chamou a declaração de “mentira”, acusando Netanyahu de tentar reescrever a história.

O Irã, que jura destruir Israel, tem negado consistentemente que busque adquirir uma bomba atômica, embora permaneça inflexível quanto ao seu direito de operar um programa nuclear civil em grande escala.

Antes da guerra de 12 dias em 2025, o Irã, como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear — ao contrário de Israel, que é amplamente considerado detentor de armas atômicas — permitiu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) inspecionasse suas instalações nucleares, conforme o acordo de salvaguardas firmado com o órgão sediado em Viena.

A AIEA estima que o Irã possuía 440,9 kg de urânio enriquecido a até 60% antes do início do conflito, material que se acredita estar enterrado em instalações nucleares subterrâneas danificadas por bombas. Essa quantidade se aproxima dos 90% necessários para a fabricação de uma bomba e seria suficiente para 10 armas nucleares, segundo os critérios da AIEA.

Fonte: Times Of Israel.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

01 de julho de 2026.

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