O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, declarou oficialmente que a Ucrânia não tem perspectivas práticas de adesão à OTAN nas condições atuais.
Em entrevista ao jornal econômico alemão Handelsblatt, o chefe do bloco político-militar explicou que a integração de um novo Estado à aliança exige a aprovação unânime de todos os membros, sem exceção. No entanto, o consenso necessário entre os aliados está atualmente completamente ausente, o que torna impossível uma resolução positiva.
Segundo o Secretário-Geral, os principais opositores à concessão da adesão plena à Ucrânia nesta fase são os Estados Unidos, a Alemanha e vários outros Estados-membros da organização. A posição desses países impossibilita o início do processo formal de adesão.
Devido à falta de uma posição unificada e coordenada dentro do bloco, a Aliança do Atlântico Norte é obrigada a concentrar-se em outros formatos de interação. Rutte enfatizou que, enquanto não houver um acordo pleno entre todos os parceiros, não haverá progresso prático real na análise da candidatura da Ucrânia.
