Antes de o cristianismo se tornar a religião oficial da Etiópia no século 4, a nação já tinha contato com influências cristãs por meio do comércio marítimo no mar Vermelho e do eunuco citado em Atos 8.
Mas foi no século 4, quando o rei Ezana adotou a religião cristã para si e para sua corte, que o número de cristãos etíopes se tornou ainda maior.
Nos anos seguintes, outras partes da população foram evangelizadas e o primeiro bispo da Etiópia foi consagrado.
Hoje, no Norte e no Centro da Etiópia, a maioria das pessoas pertence à Igreja Ortodoxa Etíope (IOE). Por esses fatores, a Etiópia é considerada um dos primeiros países cristãos.
Protecionismo denominacional
Por um longo tempo, a Igreja Ortodoxa Etíope (IOE) foi a única denominação cristã no país, com controle absoluto sobre as igrejas locais. Mas isso tem mudado nos últimos anos, com o avanço de novas denominações cristãs, principalmente protestantes.
Por isso, apoiadores de movimentos ultraconservadores querem que a supremacia da Igreja Ortodoxa Etíope (IOE) se restabeleça. Em alguns casos, os discursos desses grupos geram tensão com outras denominações e podem resultar em episódios de violência.
Nesses casos, pessoas que passam a frequentar igrejas protestantes ou que defendem mudanças dentro da Igreja Ortodoxa Etíope são vistas pelos movimentos ultraconservadores como traidoras.
Na maioria dos casos, suas famílias e as igrejas locais ultraconservadoras respondem com perseguição, o que pode incluir ostracismo social, prisão domiciliar, rejeição familiar, perda de emprego e, em alguns casos, violência física e claras ameaças de morte.
Ore pela Etiópia no Shockwave 2026
O tema do Shockwave 2026 é Chifre da África. O movimento acontece entre 18 e 20 de setembro, unindo jovens em oração pelos cristãos perseguidos na Etiópia e em outros países da região que decidem responder à perseguição com as marcas do amor de Jesus.
Para participar, basta juntar alguns amigos e se increver para baixar os materiais digitais gratuitos. Não fique de fora dessa onda de oração.

