A Rússia elevou para 1.796 o número de ogivas nucleares instaladas em mísseis e bombardeiros, o maior patamar em nove anos, segundo o Daily Mail, com dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).
O que aconteceu
Ao longo do último ano, a Rússia aumentou em 78 o seu estoque de ogivas nucleares implantadas em mísseis e bombardeiros. Ao total, são 1.796, o maior número em nove anos. O presidente russo teria aumentado esse número todos os anos desde o início do conflito.
Os EUA não registraram aumento no número de ogivas instaladas no período citado. Reino Unido e França também não instalaram novas ogivas e mantêm, respectivamente, 170 e 280.
Enquanto isso, Putin adverte que o envio de tropas ocidentais à Ucrânia levaria a um confronto direto. “Atualmente, eles [os líderes europeus] dizem que estão considerando uma forma de enviar tropas ao território ucraniano. Isso significa uma guerra contra a Rússia”, falou durante a cúpula do Brics, em Nova Déli.
O presidente russo negou que seu país represente uma ameaça aos integrantes europeus da Otan. “Não ameaçamos e não temos nenhuma intenção de ameaçar os países europeus. Por que faríamos isso? Ninguém percebe que não temos nenhuma razão para entrar em conflito com a Europa”, acrescentou.
A Rússia reitera que a presença de forças ocidentais em território ucraniano é uma linha vermelha que não deve ser ultrapassada. Embora tenha sido discutida por dirigentes europeus durante vários anos, a ideia de enviar tropas não se concretizou.
Fonte: UOL.
