Um terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região marítima próxima a Mindanao, no sul das Filipinas, provocando o desabamento de diversos prédios, mortes e emitindo alertas de tsunami em países vizinhos, como a Indonésia. O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, explicou ao Live CNN as consequências dos tremores secundários para a região.
O tremor ocorreu no início da manhã desta segunda-feira (8) pelo horário de Brasília, e as imagens registradas logo após o evento revelaram cenas de destruição em áreas comerciais e residenciais.
Autoridades receberam relatos preliminares de que 32 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas. As Filipinas mobilizaram equipes militares e de resposta a desastres para atuar diante dos deslizamentos de terra e dos destroços causados pelo colapso de edificações.
O tremor ocorreu apenas oito meses após um outro terremoto ter matado quase 80 pessoas na mesma região.
Réplicas intensificam risco às estruturas
Pedro Côrtes, analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, explicou que o terremoto principal não foi o único problema enfrentado pelas Filipinas. “Houve mais de 20 tremores acima de 5 graus logo após esse evento principal“, afirmou.
Segundo ele, a ruptura ocorreu a mais de 50 quilômetros de profundidade, o que ajudou a atenuar parcialmente os efeitos, mas o movimento inicial não foi suficiente para aliviar completamente a tensão acumulada nas placas tectônicas.
Pedro Côrtes alertou que as réplicas podem se manter por vários dias, com tendência de diminuição gradual na intensidade. No entanto, esse cenário já representa uma sobrecarga crítica para a infraestrutura local.
“Prédios que sofreram trincas e rachaduras poderão colapsar em função desses sucessivos terremotos que vêm afetando a região”, destacou.
Posição geográfica explica a vulnerabilidade
De acordo com Pedro Côrtes, a placa das Filipinas é uma placa pequena que sofre pressões muito intensas dos dois lados. Ela é pressionada pela Placa do Pacífico, que entra por baixo dela, e ao mesmo tempo pressiona a Placa Euroasiática.
“Há tensões nas rochas nos dois lados dessa placa”, explicou o analista. O terremoto ocorre justamente quando há um aumento dessa tensão e a rocha rompe, gerando uma onda de choque que se propaga pela superfície.
O analista ressaltou ainda que a previsão de terremotos permanece um desafio científico. “Nós não conseguimos prever quando um terremoto vai acontecer”, afirmou, acrescentando que há sistemas de alerta sendo implementados em locais como a Califórnia e o Chile, capazes de avisar com minutos de antecedência.
Nesses países, é comum encontrar em prédios públicos sinalizações de áreas seguras e reforços estruturais projetados para suportar melhor os tremores. Segundo ele, diferentemente de previsões climáticas ou meteorológicas, não é possível antecipar com precisão a ocorrência de um evento sísmico extremo.
Fonte: CNN.
