O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que vai haver novidades “muito em breve” sobre a ajuda prometida dos EUA à Ucrânia, mas alertou nesta quarta-feira (3) para um risco “real” de escalada da guerra contra a Rússia.
O Congresso aprovou uma ajuda militar de US$ 400 milhões (R$ 2,03 bi) para Kiev, mas ela precisa ser repassada pelo Departamento de Defesa do governo Trump, o que ainda não aconteceu.
Recentemente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou das potências ocidentais mais ajuda para conter os ataques russos a seu território.
Rubio, porém, ponderou sobre a situação, falando sobre o temor de uma escalada no conflito.
“A Ucrânia tem se tornado cada vez mais eficaz em realizar ataques de longo alcance em território russo”, disse Rubio a uma comissão do Congresso nesta quarta, acrescentando que isso “é uma das coisas que nos lembra por que é importante tentar pôr fim a esta guerra, se pudermos, porque o risco de escalada é real, mais real do que era há dois anos.”
Ucrânia mostra ataque com drones a instalações militares da Rússia
Mais cedo nesta quarta, a Ucrânia fez uma série de ataques com drone à cidade de São Petersburgo, na Rússia, após fortes ataques de Moscou à capital ucraniana.
A ofensiva, que atingiu áreas militares e de infraestrutura russas, ocorreu horas antes do início do fórum econômico anual promovido por Moscou para atrair investimentos estrangeiros, em uma clara tentativa de constranger o chefe do Kremlin.
Um dia antes, na madrugada de terça-feira (2), a Rússia lançou vários ataques aéreos contra a Ucrânia.
De acordo o último balanço atualizado pelas autoridades ucranianas, 22 pessoas morreram e 138 ficaram feridas na ação que atingiu 38 locais em diferentes partes do país.
Foi o o terceiro grande ataque a Kiev em menos de um mês.
Em Dnipro, a quarta maior cidade do país, que também foi fortemente atacada, equipes de resgate que trabalhavam nos escombros de prédios residenciais retiraram os corpos de uma criança de 3 anos, bem como os de uma mulher e seu filho de 8 anos.
Fonte: G1
