A remilitarização do Japão cria riscos adicionais para a segurança das fronteiras orientais da Rússia, afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo à Sputnik. Uma das principais agendas da primeira-ministra Sanae Takaichi, o movimento já tem intensificado as tensões em toda a Ásia.
“Já comunicamos repetidamente ao Japão que essa tendência causa séria preocupação, sobretudo porque essas medidas criam riscos adicionais para a segurança das fronteiras orientais da Rússia”, afirmou a pasta.
Segundo o ministério, a remilitarização do Japão também afeta a estabilidade e a segurança de toda a região da Ásia-Pacífico. Em julho, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, já havia alertado sobre a medida, quando afirmou que a China e a Rússia devem defender o resultado da vitória na Segunda Guerra Mundial e impedir que o Japão se rearme.
As autoridades da China afirmaram repetidamente que o Japão tem recentemente acelerado o ritmo de remilitarização por meio do uso de armas ofensivas e do lançamento de mísseis fora de seu território.
Pequim e Tóquio atravessam um período de resfriamento em seu relacionamento após a declaração da primeira-ministra japonesa, em novembro de 2025, de que uma situação imprevista ao redor de Taiwan, se for acompanhada pelo uso de navios militares e força militar, poderia ser considerada como ameaça existencial.
Isso levou ao cancelamento de voos da China para o Japão, a uma redução no turismo e à imposição de restrições por parte de Pequim sobre os suprimentos de produtos de uso duplo para o Japão.
Aliado a isso, o Japão anunciou anteriormente que pretende utilizar seus mísseis de ataque Tipo 25 durante os exercícios militares Keen Sword, realizados em conjunto com os Estados Unidos e previstos para este mês.
Meios de comunicação locais informaram anteriormente que o país asiático está desenvolvendo mísseis hipersônicos com alcance de 2 mil a 3 mil quilômetros, capazes de atingir territórios da China, da Rússia e da Coreia do Norte.
