Donald Trump disse ter recebido do Irã a garantia de que o país não vai desenvolver armas nucleares, em meio às negociações para um acordo de paz no Oriente Médio.
O que aconteceu
Trump afirmou que a principal condição para um acordo é Teerã se comprometer a não ter arma nuclear. “A garantia que preciso ter é que não haverá uma arma nuclear. Eles aceitaram isso e é muito interessante”, declarou em entrevista a sua nora Lara Trump exibida pela Fox News na noite de sábado.
Veículos dos EUA relataram que a Casa Branca enviou ao Irã um novo marco de discussões com exigências mais duras. The New York Times e Axios informaram neste sábado (30) que o texto foi encaminhado a Teerã, mas o conteúdo não ficou claro.
Trump também citou como prioridade a reabertura do estreito de Hormuz, rota central para o petróleo. Antes da guerra, a passagem concentrava cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo, e a retomada do tráfego marítimo é tratada por Washington como parte do acordo.
O presidente disse que ainda não decidiu sobre a proposta e que não tem urgência para fechar o entendimento. “Não tenho pressa”, afirmou Trump à AFP.
Trump indicou que os EUA podem encerrar as conversas se não conseguirem o que querem. “De forma lenta, mas segura, estamos conseguindo, acredito, o que queremos e, se não obtivermos o que queremos, vamos terminar de outra maneira”, disse à AFP.
Pontos de atrito com Teerã e desdobramentos no Líbano
Irã já havia colocado em dúvida declarações de Trump e condicionou avanços a recursos congelados. Teerã insiste na liberação de US$ 12 bilhões antes de entrar em conversas de fundo sobre temas como o programa nuclear.
Autoridades iranianas também contestaram a versão de que o urânio enriquecido do país teria sido destruído. A imprensa iraniana afirmou que não têm fundamento os comentários de Trump sobre a eliminação desse material, que pode ser usado como precursor de armas nucleares.
Teerã quer que o Líbano entre no pacote de negociações, em meio à ofensiva de Israel contra o Hezbollah. Beirute acusou Israel de aplicar uma “política de terra arrasada”, e o Exército israelense afirmou que a operação no país “se estende a outras zonas”.
Fontes americanas disseram que a proposta ainda aguarda aval final de Trump, sem decisão tomada. No sábado, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em uma cúpula de segurança em Singapura que Washington é “mais que capaz” de reiniciar a guerra, se necessário.
Fonte: UOL.
