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Irã avisou vizinhos que vai bombardear bases dos EUA no Oriente Médio se for atacado; EUA começam a esvaziar bases

por Últimos Acontecimentos
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O Irã atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado e já avisou os países vizinhos sobre a decisão, afirmou um oficial iraniano de alto escalão à agência de notícias Reuters em meio a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ataque militar em solo iraniano.

“Teerã informou países da região, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos até a Turquia, que bases dos EUA nesses países serão atacadas” caso os norte-americanos alvejem o Irã, disse a autoridade à Reuters sob condição de anonimato.

Por conta da ameaça de retaliação, os EUA começaram a evacuar soldados de algumas de suas principais bases militares no Oriente Médio, afirmou uma fonte norte-americana à Reuters. Os EUA têm diversas bases militares no Oriente Médio e cerca de 40 mil tropas na região.

Um dos postos militares envolvidos na evacuação é a base aérea de Al Udeid, no Catar, a maior dos EUA no Oriente Médio e que abriga cerca de 10 mil militares. Integrantes foram orientados a deixar o local até a noite desta quarta-feira, disseram diplomatas à Reuters. Al Udeid foi atacada em junho de 2025, no final da guerra de 12 dias entre Israel e Irã, após bombardeio dos EUA a três instalações nucleares iranianas.

Ainda segundo o oficial iraniano, o governo do Irã pediu para aliados dos EUA no Oriente Médio “que impeçam Washington de atacar o Irã”. O governo iraniano já havia dito que retaliaria uma possível agressão norte-americana, porém não havia mais detalhes sobre os planos de Teerã até o momento.

A escalada de tensões entre os dois países ocorre por conta de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei por todo o Irã e por contra da repressão contra os manifestantes. Trump ameaça intervir militarmente no Irã por conta das mortes nos protestos e disse aos manifestantes que a ajuda está a caminho. À ONU, Teerã acusou os EUA de forjar um pretexto para buscar uma mudança de regime no país.

As mortes nos protestos já passaram das 3.400, segundo ONGs de direitos humanos que monitoram a situação no país. Um oficial iraniano afirmou ao jornal norte-americano “The New York Times” que ao menos três mil pessoas morreram. O número real de mortes, no entanto, pode ser ainda maior, porém a apuração está sendo dificultada por conta de um bloqueio à internet no Irã imposto pelo regime Khamenei.

Diversos relatos de testemunhas veiculados por ONGs, agências de notícias e pela imprensa internacional descreveram a violência adotada pelas forças de segurança iranianas e falam que um massacre e execuções extrajudiciais estariam ocorrendo no país.

Um manifestante deve ser executado no Irã nesta quarta-feira, segundo uma ONG. Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso durante um protesto no início da semana, e especialistas acreditam que sua rápida execução será utilizada como uma mensagem do regime contra os manifestantes. Trump disse que o Irã “pagará um preço muito alto” caso execute manifestantes.

Mesmo assim, o governo iraniano indicou que estaria disposto a realizar mais execuções, porque o Judiciário afirmou nesta quarta que priorizará “rápidos julgamentos” dos presos nos protestos —que ONGs afirmam ultrapassar os 18 mil.

Repressão brutal, 1ª execução e ameaças de Trump: entenda a escalada dos protestos no Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu-se diretamente aos manifestantes antirregime do Irã na terça-feira (13), pedindo para que eles guardassem os nomes “dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”.

“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”, disse Trump, durante um discurso em Detroit. “Eles vão pagar um preço muito alto”, concluiu o presidente, que disse que “uma morte [de manifestante] já é demais”.

Foi a segunda vez no dia em que ele mandou uma mensagem aos iranianos que estão nas ruas contra a ditadura liderada pelo aiatolá Ali Khamenei. Mais cedo, ele pediu que eles seguissem protestando e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.

“Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, declarou.

Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.

Pouco depois, ao ser indagado por uma repórter sobreo o que ele quis dizer com “ajuda”, Trump respondeu: “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”.

Trump também voltou a utilizar o slogan MIGA, em referência a seu lema “Make America Great Again” (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã.

Trump vem dizendo que pode voltar a fazer ataques diretos ao território iraniano como represália, retomando uma escalada de tensões entre os dois países. O presidente norte-americano receberá nesta terça-feira de sua equipe um relatório de possíveis ações militares que ele pode tomar contra o Irã.

Questionado nesta terça sobre se fará ataques ao Irã, o presidente norte-americano respondeu: “Vocês terão que descobrir”.

Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos. O país está isolado do mundo após o regime Khamenei ter cortado a internet. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.

As manifestações no Irã evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã desde 1979.

Regime ‘nos últimos dias’

Também nesta terça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse achar que o regime dos aiatolás, que governam o Irã, está em seus “últimos dias e semanas”.

“Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime”.

Em visita à Índia, Merz disse ainda que a repressão violenta por parte das forças de segurança a manifestantes no país mostram a perda de confiança do regime dos aiatolás. “Quando um regime só consegue manter o poder por meio da violência, então ele está efetivamente no fim. A população agora está se levantando contra esse regime”.

Merz afirmou também que a Alemanha está em contato próximo com os Estados Unidos e governos europeus sobre a situação no Irã, e pediu a Teerã que acabe com a repressão mortal aos manifestantes.

Ele não comentou, no entanto, sobre os laços comerciais da Alemanha com o Irã — o governo alemão é o parceiro comercial mais importante do Irã dentro da União Europeia.

Essa relação, no entanto, vem diminuindo. As exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs, de acordo com dados do escritório federal de estatísticas vistos pela Reuters nesta terça.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira (12) que qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA.

Fonte: G1.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras;…” Mateus 24:6

14 de janeiro de 2026.

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