A escassez de fertilizantes decorrente da guerra no Irã aumentou os custos para os agricultores do Reino Unido em até 70%, o que deve elevar drasticamente os preços globais dos alimentos no próximo ano, informa um jornal britânico.
O jornal aponta que os fertilizantes já eram caros antes do aumento de 50% a 70% nos preços, que começou com o início da guerra no Oriente Médio.
“O fechamento efetivo do estreito de Ormuz […] estrangulou o fornecimento global de fertilizantes, cruciais para o cultivo de alimentos”, ressalta a publicação.
Embora as colheitas no Reino Unido provavelmente não sejam afetadas neste ano, já que a maioria dos fertilizantes já foi aplicada, as interrupções podem impactar significativamente a próxima temporada.
Os agricultores estão adiando as compras, na esperança de que as condições melhorem, o que pode não acontecer. Essa escassez de fertilizantes, em grande parte decorrente da situação no estreito de Ormuz, onde 1.600 navios estão retidos, representa uma crise alimentar global, que vai além do Reino Unido.
As altas nos preços dos alimentos dependerão da reabertura do estreito de Ormuz, com preocupações centradas mais em comida e fertilizantes do que em petróleo.
Alternativas de nitrogênio são escassas e 80% dos britânicos estão preocupados com os preços nos supermercados, à medida que os varejistas repassam essas despesas crescentes.
Dessa forma, o material conclui que os fatores mencionados acima terão um efeito dramático nos preços globais dos alimentos.
Anteriormente, a mídia britânica relatou que a guerra no Irã poderia ter consequências drásticas, levando à escassez de alimentos e ao aumento de preços nas comunidades mais pobres e vulneráveis da África.
Segundo a reportagem, a disparada dos preços dos fertilizantes e sua escassez poderiam forçar os países mais pobres da África a disputar suprimentos inacessíveis. O continente africano está bem posicionado para se tornar um grande produtor de alimentos, tanto para a autossuficiência quanto para as exportações globais, mas ainda é um grande importador líquido.
