O líder cristão Crepin Monga, conhecido por seu trabalho em favor da paz na República Centro-Africana, foi morto na região de Zémio, no Sudeste do país.
Durante o funeral, realizado em um igreja de Bangassou, líderes da igreja local o homenagearam devido ao seu compromisso com a reconciliação e a proteção da população afetada pela violência.
A República Centro-Africana ocupa a 22ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 e continua enfrentando desafios relacionados à insegurança e à instabilidade em várias regiões do país.
Ministério dedicado a mediação de conflitos na África
Segundo contatos locais, o líder cristão Crepin Monga, responsável por uma congregação em Zémio, foi morto no dia 29 de junho de 2026, quando retornava para casa. Durante a cerimônia fúnebre, líderes da igreja local o homenagearam como um mártir por ser uma testemunha de Cristo cuja vida foi ceifada em meio ao seu trabalho em favor da paz.
“Crepin trabalhou de forma notável pela paz na região, tememos que sua morte tenha sido um assassinato premeditado e um aviso da parte daqueles que não querem que a paz volte a esta região.”
Aurelio Gazzera, outro líder cristão de Bangassou
Crepin atuava como mediador em uma região marcada por conflitos e mantinha diálogo com diferentes grupos locais na tentativa de reduzir as tensões. Além disso, a igreja sob sua responsabilidade acolhia cerca de três mil pessoas deslocadas pela violência.
Impacto da violência em comunidades cristãs na República Centro-Africana
Zémio está localizada na província de Haut-Mbomou, próxima às fronteiras com o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo. A área tem sido palco de confrontos entre forças governamentais e grupos armados locais, resultando em mortes, deslocamentos forçados e uma crise humanitária prolongada.
Embora acordos de paz de 2019 tenham contribuído para melhorias em algumas partes da República Centro-Africana, nos últimos anos, a violência ainda persiste em regiões remotas, como Zémio.
Segundo organizações que acompanham a liberdade religiosa e a situação humanitária no país, igrejas têm sido saqueadas, danificadas ou destruídas durante episódios de violência. Líderes cristãos enfrentam ameaças constantes, e muitas comunidades são obrigadas a abandonar suas casas para buscar segurança.
A fragilidade das instituições também contribui para o aumento da insegurança. Em diversas regiões, grupos armados exploram a ausência do Estado, afetando especialmente populações vulneráveis que dependem das igrejas para receber abrigo, alimentação e apoio espiritual.
Crise humanitária afeta milhares de pessoas
Os conflitos em Zémio provocaram deslocamentos internos e movimentos de refugiados para países vizinhos, como a República Democrática do Congo. Muitas famílias vivem em abrigos improvisados ou em comunidades religiosas que oferecem assistência emergencial.
Além das perdas materiais, cristãos enfrentam traumas emocionais e incertezas sobre o futuro. Em algumas áreas mais isoladas, cristãos de origem muçulmana também relatam rejeição familiar e pressão por causa da fé.
A atuação das igrejas permanece essencial para o atendimento das necessidades físicas e espirituais das populações afetadas, mesmo diante dos riscos enfrentados por pastores, sacerdotes e outros líderes cristãos.
Como orar pela Igreja Perseguida na República Centro-Africana?
- Ore para que os cristãos de Zémio encontrem consolo e esperança em Deus após a morte do líder da igreja.
- Peça que o Senhor transforme o coração daqueles que promovem a violência e os conduza ao conhecimento de Jesus.
- Peça que Deus fortaleça os cristãos cujas igrejas foram saqueadas ou danificadas pela violência.
- Ore pelas famílias deslocadas e pelas pessoas acolhidas pela igreja, para que recebam provisão física, emocional e espiritual.

