Home PestesCasos de ebola na RD Congo crescem enquanto faltam profissionais de saúde

Casos de ebola na RD Congo crescem enquanto faltam profissionais de saúde

por Últimos Acontecimentos
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A República Democrática do Congo enfrenta falta de profissionais para tratar Ebola, informou a NBC News com base na Organização Mundial da Saúde (OMS).

O que aconteceu
O surto se espalhou por sete províncias e soma 7.773 casos confirmados, com 3.759 mortes. Os números são do governo congolês.

Kivu do Norte concentra a maior pressão sobre os centros de tratamento. Os casos na província subiram 73% em três semanas, e a OMS afirma que a transmissão permanece fora de controle.

Casos diminuíram em outras áreas atingidas pelo vírus. Entre 31 de agosto e 20 de setembro, houve queda de 26% em Ituri e de 15% em Haut-Uele, afirmou Marie Roseline Belizaire, diretora regional de emergências da OMS para a África.

Centros de tratamento recebem novos leitos todos os dias, mas não têm equipes suficientes para operá-los. Anne Ancia, representante da OMS no país, disse que cada unidade precisa de cerca de 300 profissionais, entre anestesistas, higienistas, enfermeiros e clínicos gerais.

Greve e deslocamentos dificultam resposta

Insegurança, deslocamentos de pessoas e uma greve de trabalhadores da saúde agravam o surto. Profissionais na linha de frente em Ituri paralisaram atividades por salários atrasados, o que piorou o acesso ao atendimento.

O governo informou em julho que verificava as listas de pagamento. O ministro da Saúde, Roger Kamba, afirmou que nomes de pessoas sem participação na resposta ao Ebola tinham sido incluídos.

Trabalhadores disseram que receberam a promessa de pagamento dos valores atrasados. Parte deles, porém, afirmou não ter recebido nada ou ter recebido apenas uma parcela do que era devido.

Crianças têm maior risco de morte

Crianças menores de cinco anos registram a maior taxa de mortes entre os casos de Ebola. Mais de 60% delas morrem, ante cerca de 40% dos adultos, afirmou Belizaire.

Identificar o Ebola em crianças pequenas também é mais difícil. Catherine Smallwood, responsável da OMS pela resposta ao Ebola, disse que elas nem sempre conseguem explicar os sintomas, que podem ser confusos.

A OMS avalia que o surto pode superar a epidemia de Ebola na África Ocidental, entre 2014 e 2016. Aquele surto, o mais letal já registrado, matou mais de 11 mil pessoas, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Fonte: UOL.

“…e pestes…” Mateus 24:7

24 de setembro de 2026.

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