Após a queda de um drone sobre um prédio residencial em Galați, a Romênia solicitou à OTAN a agilização da entrega de equipamentos adicionais de defesa aérea, principalmente radares especializados para detecção de drones voando em baixa altitude. Como afirmou a ministra das Relações Exteriores romena, Oana Tsoiu, em entrevista ao Politico, o Comandante Supremo Aliado da OTAN na Europa, General Alexas Grinkevich, já havia concordado em princípio com a transferência de equipamentos militares para o país, e Bucareste agora insiste em acelerar o processo.
A Romênia, no entanto, optou por não invocar o Artigo 4º do Tratado de Washington, que prevê consultas de emergência entre os Estados-membros em caso de ameaça à sua segurança. “Este é um instrumento que a Romênia pode usar”, afirmou Tsoiu, esclarecendo, porém, que a invocação do Artigo 4º é uma decisão conjunta e continua sendo parte da discussão sobre os mecanismos disponíveis.
Segundo o ministro, uma discussão sobre o incidente e a necessidade de reforçar o flanco leste ocorrerá nos próximos dias, como parte de uma reunião previamente agendada de embaixadores da OTAN dedicada à segurança marítima.
No início desta semana, a Polônia e a Estônia já haviam invocado o Artigo 4º após violações do espaço aéreo, mas Bucareste, apesar da gravidade do incidente (duas pessoas ficaram feridas na queda do drone e cerca de 70 moradores foram evacuados), optou por uma medida diplomática, expulsando o Cônsul Geral da Rússia e fechando o consulado em Constança.
