Uma série de ataques mortais contra comunidades cristãs na Zona Leste de Arsi, na região de Oromia, Etiópia, entre o final de fevereiro e abril, gerou profunda preocupação entre líderes religiosos e comunidades locais. Muitos agora alertam que o que está acontecendo não se trata de incidentes isolados, mas de um padrão de violência repetido e crescente.
Em 26 de fevereiro, homens armados atacaram civis na região, matando várias pessoas no que os moradores identificaram como um ataque direcionado contra cristãos ortodoxos. Apenas dois dias depois, em 28 de fevereiro, outro ataque ocorreu em uma igreja. Homens armados invadiram o local e abriram fogo contra as pessoas reunidas lá dentro. Somente nesses dois ataques, mais de 20 cristãos foram mortos, com relatos de outras vítimas nos dias seguintes.
A violência não parou por aí. Ao longo de março, surgiram mais relatos de assassinatos, saques e deslocamentos forçados em diversas partes da Zona Leste de Arsi. Para muitos moradores, a natureza repetida desses ataques gerou um temor crescente de que as comunidades cristãs estejam sendo deliberadamente visadas.
Líderes da Igreja se manifestaram veementemente. Em uma declaração oficial, bispos católicos da Etiópia descreveram a situação como “brutalidade recorrente”, afirmando que “a contínua perda de vidas inocentes e a destruição de comunidades não podem ser ignoradas”. Eles também pediram investigações urgentes e proteção para as comunidades afetadas.
Os bispos também destacaram a dimensão da crise, afirmando que “a paz e a segurança tornaram-se cada vez mais frágeis em partes de Oromia, à medida que a violência continua a afetar populações vulneráveis”.
Observadores de direitos humanos reiteraram essas preocupações, apontando para padrões de violência na região e relatando que “civis foram mortos e propriedades destruídas em ataques recorrentes”.
Com casas destruídas, famílias desabrigadas e comunidades inteiras forçadas a fugir após repetidas ameaças e violência, muitos agora vivem sem um abrigo estável ou uma sensação clara de segurança. Famílias perderam entes queridos, meios de subsistência foram interrompidos e muitas pessoas continuam com muito medo de voltar para casa. A insegurança continua pairando sobre a região.
Líderes religiosos estão apelando às autoridades para que tomem medidas decisivas, alertando que a violência persiste. Para muitos cristãos, a situação os deixou deslocados, vulneráveis e lutando para reconstruir suas vidas após perderem casas, meios de subsistência e entes queridos.
