Um jovem cristão de 17 anos chamado Ikhlaq Masih foi brutalmente espancado por uma multidão em Nasrat Colony, uma cidade em Ajnianwala, Sheikhupura, Paquistão, onde residem muitos cristãos.
Masih trabalha fazendo pizzas em um restaurante, enquanto seu pai, Saleem, trabalha em uma olaria e sua mãe, Zakriya, é dona de casa. A família humilde tem recursos financeiros limitados e agora enfrenta o pesado fardo das despesas médicas e do custo básico de vida.
Moradores locais relatam que o filho de um homem influente da região, Ali Shah, junto com seus amigos, tinha o hábito de ir à Colônia Nasrat todos os domingos para importunar, zombar e seguir as garotas locais enquanto as famílias caminhavam para a igreja. No domingo, 16 de agosto, Masih viu o grupo importunando uma garota e os confrontou, perguntando por que continuavam vindo ao bairro para perturbar as mulheres.
Uma discussão começou. O grupo proferiu insultos religiosos, chamando Masih de “chura”, um termo pejorativo usado contra cristãos no Paquistão, e perguntando como ele ousava enfrentá-los. Shah e seu grupo deixaram o local temporariamente, mas esperaram que Masih deixasse a aldeia mais tarde naquele dia.
A Emboscada
Quando Masih estava sozinho, Shah e seu bando voltaram armados com pistolas, barras de ferro e correntes de motocicleta. Eles o atacaram enquanto gritavam insultos e repetiam ofensas religiosas. Testemunhas alertaram os pais de Masih, que correram para o local e imploraram aos agressores que parassem. Quando chegaram, Masih já estava inconsciente.
Masih foi levado às pressas para o hospital e, posteriormente, transferido para o Hospital da Sede Distrital (DHQ) devido à gravidade de seu estado. Um atestado médico oficial foi emitido, confirmando ferimentos graves em várias partes do corpo.
Embora tenha sido registrado um Boletim de Ocorrência (BO) contra os autores do crime, a família teme que os suspeitos possam receber fiança devido à sua influência local. Shah e seus acompanhantes teriam ameaçado matar Masih caso a família prossiga com as medidas legais.
A comunidade cristã local está orando por justiça e pedindo às autoridades policiais que garantam que os culpados sejam punidos, alertando que a libertação dos suspeitos pode colocar a vida de Masih em ainda mais perigo.
