A Austrália confirmou nesta segunda-feira (22) um segundo caso de gripe aviária altamente patogênica H5N1 no estado da Austrália Ocidental, dois dias após registrar a primeira infecção no território continental do país. O governo afirmou que continuará adotando medidas para conter a disseminação do vírus.
O novo caso foi identificado em uma ave marinha migratória conhecida como petrel-gigante-do-norte, encontrada doente em uma praia remota. No sábado, as autoridades já haviam confirmado a infecção em uma outra ave migratória, um mandrião-pardo. As duas aves foram localizadas nas proximidades da cidade costeira de Esperance, cerca de 570 quilômetros a sudeste de Perth, capital da Austrália Ocidental.
“Estamos trabalhando muito de perto com os setores de produção de frango, carne e ovos para fazer tudo o que for possível para reforçar a biossegurança e impedir que o vírus chegue aos sistemas de produção”, afirmou a ministra da Agricultura, Julie Collins.
Questionada sobre a possibilidade de manter a doença fora das granjas indefinidamente, Collins respondeu que não há garantias. “Não sabemos a resposta para isso. É uma hipótese”, disse.
As infecções humanas pelo vírus continuam sendo raras. No entanto, a disseminação global da gripe aviária provocou o abate de milhões de aves nos últimos anos, afetando o abastecimento de alimentos e pressionando os preços.
Até agora, a Austrália era o único continente sem um caso confirmado de H5N1 em seu território continental. O vírus havia sido detectado apenas no fim de 2025 na Ilha Heard, território subantártico australiano localizado a cerca de 4 mil quilômetros do continente.
Como parte da estratégia de prevenção, o país reforçou os protocolos de biossegurança em fazendas, ampliou a testagem de aves costeiras, vacinou espécies consideradas vulneráveis e realizou simulações de resposta a surtos.
A produtora de aves Inghams informou que adotará um bloqueio total preventivo em todas as suas fazendas e unidades de processamento na Austrália Ocidental.
A empresa ressaltou que não houve qualquer detecção do vírus em aves comerciais, incluindo suas operações e cadeia de fornecedores.
Fonte: Reuters.
