O surto de ebola na República Democrática do Congo chegou a 7.890 casos confirmados e 3.799 mortes, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
O que aconteceu
Balanço considera registros até a última quarta-feira. Em 24 horas, foram registrados 70 novos casos e 20 mortes, segundo o governo congolês.
Quase metade dos infectados morreu. A taxa de letalidade é de 48,1%, de acordo com a OMS. Ao todo, 1.966 pacientes se recuperaram e outros 893 seguem internados em isolamento.
País soma mais de mil casos em duas semanas. Desde 11 de setembro, data do último balanço divulgado pela OMS, o Congo registrou 1.133 novos casos e 532 mortes.
OMS alerta para mortes fora dos hospitais. A entidade afirma que o alto número de óbitos nas comunidades mostra a dificuldade de detectar casos cedo e garantir atendimento. Esses atrasos causam mortes evitáveis e mantêm o vírus ativo entre as pessoas.
Surto atinge sete das 26 províncias do país. São 63 zonas de saúde com casos confirmados, e 48 delas registraram ao menos um caso nos últimos 21 dias. Kivu do Sul não tem novos casos desde 29 de maio.
Vírus atingiu a província de Sud-Ubangi, no noroeste. A zona de saúde de Bulu é uma das áreas afetadas nos últimos dias, ao lado de Dungu, em Haut-Uélé, na fronteira com o Sudão do Sul. Segundo a OMS, essa expansão aumenta o risco de a doença cruzar fronteiras.
Ituri concentra três em cada quatro casos. A província soma 6.032 casos e 2.764 mortes em 28 de suas 36 zonas de saúde. Em seguida vêm Kivu do Norte (1.480 casos e 884 mortes), Haut-Uélé (322 e 130), Tshopo (43 e 15), Bas-Uélé (8 e 4), Kivu do Sul (3 e 1) e Sud-Ubangi (2 e 1).
Como o surto avançou
É o maior surto de ebola já registrado na RDC. Segundo a OMS, nenhuma epidemia da doença no país chegou a essa dimensão, independentemente da espécie do vírus.
Maior crise geral ocasionada pela doença aconteceu entre 2014 e 2016. Surto atingiu principalmente Guiné, Serra Leoa e Libéria, com mais de 28 mil pessoas infectadas e 11 mil mortes.
Cepa em circulação não tem vacina aprovada. O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, que também não tem tratamento específico, segundo a OMS. A entidade declarou emergência de saúde pública de importância internacional em maio.
Uganda teve o surto declarado encerrado. A OMS decretou o fim da transmissão no país em 25 de agosto, depois de 42 dias sem novos casos. Uganda registrou 21 casos confirmados e prováveis e três mortes, segundo o CDC.
Três casos foram tratados fora da África. Dois norte-americanos infectados no Congo foram levados para a Alemanha, um em maio e outro em 13 de julho. A França também relatou um caso importado em 24 de junho. De acordo com o ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças), os três já se recuperaram.
Fonte: UOL.
