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Atualizações sobre o caso da igreja Zion na China

por Últimos Acontecimentos
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Recentemente, parceiros locais da Portas Abertas compartilharam atualizações sobre o caso do Pastor Jin Freed, da igreja Zion Church na China. Eles relatam, com profunda gratidão pelo apoio em oração da igreja global, que mais nove cristãos puderam ser libertos mediante pagamento de fiança.

Entre o grupo de cristãos libertos, havia um pastor e oito mulheres que atuavam como líderes cristãs na igreja doméstica. Apesar do motivo de gratidão, ainda há pastores e ministros da comunidade cristã detidos que precisam de apoio em oração.

Irregularidades na condenação e libertação do pastor Jin Freed na China

Ren Hao (pseudônimo), pesquisador da Portas Abertas sobre a perseguição na China, relata que a igreja local está muito grata porque as autoridades chinesas concederam recentemente liberdade sob fiança a nove pastores e colaboradores do ministério, incluindo seis irmãs em Cristo, além da libertação do pastor Jin.

Ele relata que essa é uma verdadeira expressão da graça e misericórdia de Deus e reafirma o compromisso da Portas Abertas Internacional em permanecer fielmente em oração pelos outros pastores que seguem detidos.

Ren também compartilha que relatórios mostram que a libertação do pastor Jin Freed não seguiu os procedimentos normais. Segundo reportado, depois de ser retirado do centro de detenção, ele não recebeu nenhuma notificação formal.

Em meio à celebração da libertação, alguns membros da igreja chinesa buscam soluções que permitam que os líderes cristãos da China não sejam forçados a partir, abandonando sua congregação e outros cristãos. Ren Hao explica que o maior desejo dos cristãos chineses é viver em liberdade e contribuir positivamente para suas comunidades.

O que o caso da Zion Church na China revela sobre a liberdade religiosa no país?

É muito cedo para afirmar se a libertação do pastor Jin trará mais liberdade religiosa. O que preocupa Ren Hao é que existe uma divisão crescente entre a igreja chinesa sobre como a perseguição ou as violações da liberdade religiosa devem ser tratadas.

Alguns esperam que a igreja na China possa se desenvolver e operar de forma totalmente livre. Outros acreditam que a igreja deve atuar de forma mais discreta ou até mesmo escondida, se necessário, permanecendo fiel em meio à perseguição.

Como estão os cristãos na China: entre encontros online e restrições severas

Cristãos chineses reconhecem, de modo geral, que o ambiente está se tornando cada vez mais restritivo. Novas regras parecem surgir a cada ano. Em 2021, foram impostas algumas novas medidas administrativas sobre os líderes religiosos, dando mais controle ao Estado sobre quem seria ordenado.

Em 2022, mais restrições foram impostas sobre as pregações online e a distribuição de conteúdo religiosos. Em 2023, novas medidas ampliaram a supervisão governamental sobre as instituições religiosas e exigiram que a lealdade patriótica fosse ensinada por órgãos de educação religiosa.

A vasta maioria das igrejas se adaptou com reuniões menores, abrindo suas casas e se encontrando com mais cautela. Mesmo quando enfrentam adversidade, eles permanecem firmes, fortalecidos com coragem, cheios de gratidão e comprometidos a permanecer em sua fé.

O governo do país está voltado à unificação, seja territorial, ética, ideológica e religiosa. Essa abordagem reflete a prioridade estadual do governo em manter a estabilidade socialfortalecer a identidade nacional e garantir que organizações religiosas atuem segundo a lei e os regulamentos estabelecidos.

Quais as principais acusações usadas contra cristãos na China?

As acusações contra os líderes cristãos da igreja Zion Church na China foram alteradas. Ao invés de “uso ilegal de redes de informação”, agora eles são acusados de “operação ilegal de empresas” “fraude”.

Entenda as principais acusações:

Uso ilegal de redes de informação

Desde 2025, o Código de Conduta para o Comportamento Online de Líderes Religiosos proíbe explicitamente a pregação online sem aprovação, o treinamento religioso e a cooperação com organizações estrangeiras. Segundo relatos, pastores e colaboradores da Igreja Zion de Pequim foram detidos no ano passado porque as atividades da igreja, incluindo a pregação e a realização de reuniões em plataformas online não autorizadas.

Operações comerciais ilegais

A acusação de operações comerciais ilegais são aplicadas às igrejas ao vincular a “transações comerciais” todas as atividades de compra, como a aquisição de Bíblias por membros da igreja ou materiais impressos produzidos pela congregação, classificando, assim, esses atos como ilegais em violação ao artigo 255.

Fraude

Segundo o artigo 266 da Lei Criminal da República Popular da China, fraude se refere ao ato de, com propósito de possessão ilegal, obter uma quantidade relativamente grande de bens públicos ou privados mediante a fabricação de fatos ou a ocultação da verdade.

O termo é usado para descrever as ofertas congregacionais, que são definidas como atos de enganação e manipulação pelas autoridades chinesas.

Penalidades

  • Três a cinco anos de prisão por tempo determinado
  • Detenção criminal ou outras medidas de vigilância e restrição de liberdade
  • Multas elevadas

O caso da igreja Zion ganhou bastante visibilidade por ser uma das três maiores igrejas domésticas na China e reflete a realidade de milhares de cristãos na China que ainda precisam de apoio em oração.

Como orar pela Igreja Perseguida na China?

  • Ore para que os planos de Deus se realizem na China.
  • Interceda por um avivamento da igreja chinesa e para que mais jovens líderes sejam levantados.
  • Peça que, em meio à perseguição, a igreja seja liberta de uma religiosidade meramente exterior e viva uma fé genuína, que testemunhe o poder de Deus.
  • Ore para que o governo chinês dialogue abertamente com os cristãos e os veja como cidadãos de valor que podem contribuir ativamente para a nação.

Fonte: Portas Abertas.

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.”  Mateus 24:9

30 de julho de 2026.

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