Conteúdo sensível: violência extrema.
Os dados da Lista Mundial da Perseguição 2026 mostram que a perseguição aumentou em 34 dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos no mundo. O testemunho do pastor Hamza (pseudônimo), de Camarões, ilustra muito bem esse aumento.
Hamza se viu obrigado a fugir de casa devido aos ataques do Boko Haram em sua vila. “Eles vieram, atacaram e mataram. Eles queimaram as igrejas. Sete pessoas morreram queimadas. Se você corresse, eles atiravam. Se pegassem você com as próprias mãos, cortavam sua garganta”, contou o pastor.
Como o Boko Haram costuma atacar vilarejos durante a noite, é comum que famílias saiam de suas casas antes do anoitecer e durmam nas montanhas, dando um novo sentido ao primeiro versículo do salmo 121: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: ‘De onde me vem o socorro?’”.
Hamza já precisou fugir do Boko Haram diversas vezes. “Certa vez, me escondi embaixo de uma grande pedra para fugir de uma perseguição. Eles estavam procurando por mim e subiram nessa pedra, atirando para todos os lados. De repente, senti vontade de espirrar. Eu orei: ‘Deus, se hoje é meu dia de morrer, então morrerei, mas se não for meu dia, então, por favor, me impeça de espirrar’. A vontade de espirrar desapareceu e eu pude sobreviver àquele dia”, revela o líder cristão.
Fiéis até o fim
Cristãos que vivem nas mesmas condições que Hamza geralmente não acreditam que a intervenção humana melhorará sua situação. Eles sentem que foram abandonados pelo governo e pela comunidade internacional. Sua esperança e fé estão apenas em Deus. Essas famílias poderiam ter se convertido ao islã há muito tempo e não seriam mais perseguidas, mas elas permanecem fiéis ao Senhor.
O pastor Hamza usa uma velha motocicleta para viajar até os vilarejos e compartilhar a palavra de Deus com esses irmãos e irmãs. Nesses trajetos, diversos perigos colocam a vida do líder cristão em risco. Sua moto pode quebrar no meio do nada, Hamza pode ser parado pelo Boko Haram ou dirigir sobre uma mina terrestre e ninguém saberia sobre seu paradeiro.
“Todas as vezes que saio de casa, peço para minha esposa orar por mim até a minha volta. Se eu não voltar, essa foi a vontade de Deus”, diz Hamza.
Quando nossa equipe perguntou ao pastor se ele tinha algum pedido de oração, a expressão de seu rosto mudou. Antes entristecido, agora ele sorri. “Orem por fé. A fé de muitos enfraqueceu. Orem para que eles perseverem e que todos nós tenhamos força para suportar os sofrimentos. Orem também por comida e proteção, para que esse sofrimento diminua.”
Faça a diferença para cristãos perseguidos como Hamza
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