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Trump condiciona acordo de paz com o Irã à adesão de aliados aos Acordos de Abraão

por Últimos Acontecimentos
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 27, que um eventual acordo de paz com o Irã poderá depender da adesão de aliados de Washington no Oriente Médio aos Acordos de Abraão, iniciativa diplomática voltada à normalização das relações com Israel.

Durante reunião realizada na Casa Branca, Trump disse que países como Arábia Saudita e Catar deveriam integrar o acordo. “Não tenho certeza se devemos fechar o acordo se eles não assinarem para se juntar aos Acordos de Abraão”, declarou o presidente norteamericano.

Segundo Trump, o tema também foi discutido no último sábado em uma conversa telefônica com representantes e líderes de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Paquistão e Turquia, dentro das negociações relacionadas ao conflito com o Irã.

“Gostaríamos que eles se somassem aos Acordos de Abraão. Seria algo histórico se o fizessem e, sinceramente, penso que nos devem isso. Acredito que seria realmente um sinal tremendo, e penso que esses países devem isso”, afirmou o presidente dos EUA.

A possível normalização das relações entre Arábia Saudita e Israel representaria uma mudança no cenário geopolítico do Oriente Médio. O governo saudita, no entanto, mantém a posição de que só avançará nesse processo diante da criação de um caminho considerado viável para o estabelecimento de um Estado palestino.

Durante o governo de Joe Biden, os Estados Unidos também buscaram ampliar os Acordos de Abraão com a entrada da Arábia Saudita. As negociações perderam força após os ataques do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, e o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Os Acordos de Abraão foram lançados durante o primeiro mandato de Trump e resultaram na formalização das relações diplomáticas entre Israel e Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão e Marrocos.

Fonte: Exame.

27 de maio de 2026.

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